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    Zuzzi, criada por ex-Ambev, esgota primeiro lote e mira rodada seed para escalar bebida proteica

    A marca D2C de bebidas proteicas fundada por ex-executivos da Ambev vendeu 6,5 mil latas em três meses, viu o primeiro lote esgotar em menos de 12 horas e planeja estruturar uma rodada seed ainda em 2026 para ampliar a produção e entrar no varejo físico.

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    Redação

    27 de junho de 20263 min de leitura
    Zuzzi, criada por ex-Ambev, esgota primeiro lote e mira rodada seed para escalar bebida proteica

    A marca D2C de bebidas proteicas fundada por ex-executivos da Ambev vendeu 6,5 mil latas em três meses, viu o primeiro lote esgotar em menos de 12 horas e planeja estruturar uma rodada seed ainda em 2026 para ampliar a produção e entrar no varejo físico.

    A Zuzzi, marca de bebidas proteicas criada por dois ex-funcionários da Ambev, escolheu um caminho pouco convencional para o setor de bebidas: em vez de prateleira de supermercado e investimento pesado em anúncios, apostou no modelo D2C (direct-to-consumer), reunindo uma comunidade no WhatsApp, mostrando os bastidores da empresa nas redes sociais e usando o TikTok Shop como canal de vendas.

    A estratégia parece estar dando resultado. Segundo Frederico Zillig, cofundador e CEO da Zuzzi, o primeiro lote esgotou em menos de 12 horas e, três meses após o lançamento, a startup já vendeu cerca de 6,5 mil latas. A meta agora é faturar R$ 1 milhão até maio de 2027.

    A empresa nasceu sem investidores externos. Até aqui, foi estruturada em modelo bootstrap, com cerca de R$ 160 mil em capital próprio aportados pelo fundador — R$ 60 mil destinados ao desenvolvimento da marca e do lote piloto e outros R$ 100 mil investidos na ampliação da produção.

    Apesar de afirmar que a operação já consegue "andar com as próprias pernas", Zillig não descarta buscar capital nos próximos meses. A Zuzzi pretende estruturar ainda em 2026 uma rodada seed para investir na ampliação da capacidade produtiva, na expansão do portfólio e na aceleração da entrada no varejo físico.

    "A gente acredita que já validou a tese. Uma captação não seria para provar que o negócio faz sentido, mas para acelerar o processo de distribuição", afirmou o fundador.

    A ideia da bebida surgiu de uma percepção pessoal. Consumidor frequente de produtos proteicos, Zillig acreditava fazer uma escolha saudável até ouvir de uma nutricionista que muitos desses itens continham ingredientes pouco alinhados a uma alimentação equilibrada. A percepção encontrou terreno fértil na experiência do empreendedor, que atuou por quase cinco anos no marketing da Ambev, e na parceria com Natália Aly Claro, que dedicou 15 anos à companhia na área de pesquisa e desenvolvimento. Para completar o time, o criador de conteúdo Dudu Godinho entrou como sócio, à frente da construção da marca e da comunidade.

    Hoje, com três meses de mercado, a Zuzzi comercializa apenas um produto: a Brisa Tropical, bebida proteica gaseificada com 15 gramas de proteína, 70 calorias, zero açúcar e ingredientes naturais. Em vez do tradicional soro do leite, a startup utiliza proteína de colágeno, complementada por uma combinação de aminoácidos essenciais. A produção é terceirizada em uma vinícola em São Roque, no interior de São Paulo, e uma versão sem proteína de origem animal já está no radar da empresa.


    Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/ex-executivos-da-ambev-criam-bebida-proteica-e-querem-faturar-r-1m-ate-2027/

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