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    Zeom capta R$ 15 milhões em rodada pré-seed e estreia no Brasil com conta global

    A fintech fundada por brasileiros em Londres saiu do stealth mode com um aporte de R$ 15 milhões liderado pela Fabric Ventures e já prepara a entrada no mercado brasileiro, com a meta de chegar a 50 mil clientes no país até o fim de 2026.

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    Redação

    27 de junho de 20262 min de leitura
    Zeom capta R$ 15 milhões em rodada pré-seed e estreia no Brasil com conta global

    A Zeom, fintech sediada em Londres e criada por brasileiros, anunciou a captação de uma rodada pré-seed de R$ 15 milhões. Com o novo capital, a startup deixa o modo de operação discreto e dá início à sua chegada ao Brasil, levando uma proposta de conta global integrada a investimentos internacionais.

    A rodada foi liderada pela Fabric Ventures, gestora global de venture capital especializada em fintechs, blockchain e ativos digitais. Também participaram do aporte a aceleradora Plug and Play e a espanhola Tritemius, de Madri, igualmente voltada a ativos digitais e tecnologias emergentes.

    Fundada por Rafael Pereira, André Bastos, Bruno Maia e Roberto Ono Filho, a Zeom se define como uma "ponte entre o real e o mundo". Na prática, o usuário converte reais para uma conta global de forma instantânea via Pix e passa a acessar ativos internacionais e serviços financeiros por um único aplicativo, disponível para iOS e Android.

    Segundo o cofundador Rafael Pereira, a estratégia é manter a porta de entrada baixa. A plataforma aceita aportes a partir de R$ 50, oferece cartão internacional aceito em mais de 190 países e roda sobre uma infraestrutura baseada em blockchain.

    Os recursos levantados serão direcionados a acelerar o ritmo de crescimento da operação, que até então rodava em stealth mode com poucos clientes, e ao desenvolvimento tecnológico do aplicativo.

    A aposta da Zeom mira uma lacuna do mercado brasileiro. De acordo com a nona edição do Raio X do Investidor Brasileiro, da ANBIMA, citada pela companhia, 36% da população já investe em algum produto financeiro, mas a concentração ainda está na poupança (22%) e na renda fixa (7%). Ações respondem por apenas 2%; fundos, 5%; e ativos digitais, 4%.

    "A próxima etapa passa pela democratização do acesso a ativos globais, permitindo que mais investidores possam diversificar seu patrimônio, proteger seu poder de compra em moeda forte e acessar oportunidades internacionais de forma simples, segura e transparente", afirmou Pereira, em nota.

    Com a solução já validada em uma fase de testes com centenas de clientes no país, o plano da fintech é escalar a base de usuários ativos. A meta declarada é agressiva: alcançar 50 mil clientes no Brasil até o fim de 2026. O mercado, no entanto, não está vazio — nomes como Nomad e Wise já experimentam opções de investimento para o público brasileiro de contas globais.


    Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/fundada-por-brasileiros-em-londres-zeom-capta-r-15m-e-chega-ao-brasil/

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