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    Wonderful capta US$ 550 milhões em Série C, dobra valuation para US$ 5 bilhões e mira 100 funcionários no Brasil

    A israelense que desenvolve um "sistema operacional de inteligência artificial" para grandes corporações levantou US$ 550 milhões em rodada liderada pela Insight Partners, com participação da Salesforce, e mais que dobrou de valor em apenas três meses.

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    Redação

    5 de setembro de 20263 min de leitura
    Wonderful capta US$ 550 milhões em Série C, dobra valuation para US$ 5 bilhões e mira 100 funcionários no Brasil

    A israelense que desenvolve um "sistema operacional de inteligência artificial" para grandes corporações levantou US$ 550 milhões em rodada liderada pela Insight Partners, com participação da Salesforce, e mais que dobrou de valor em apenas três meses.

    A Wonderful acaba de levantar US$ 550 milhões em uma rodada Série C liderada pela Insight Partners. A operação avalia a companhia israelense em US$ 5 bilhões, menos de dois anos depois de sua fundação.

    Além da líder da rodada, participaram a Salesforce e investidores anteriores como Index Ventures, IVP, Vine Ventures, 9Yards e Bessemer Venture Partners.

    O ritmo de valorização impressiona mesmo para os padrões do setor de inteligência artificial. Em maio, quando a Kaszek entrou em uma extensão da Série B com US$ 15 milhões, a empresa valia US$ 2 bilhões. Em pouco mais de três meses, o valuation mais que dobrou.

    Foi justamente aquela rodada que trouxe a companhia ao Brasil. A Kaszek apresentou a startup a Elder Jascolka, que assumiu como country manager e vem abrindo portas junto a clientes potenciais. Desde então, o escritório de São Paulo saiu do papel.

    "Estamos com uma meta de fechar 2026 em cerca de 100 funcionários na operação brasileira", afirmou Jascolka. Globalmente, a Wonderful já conta com cerca de 650 pessoas.

    O produto da empresa é o Wonderful AI OS, uma camada que integra agentes, fluxos de trabalho, aplicações nativas de IA e os sistemas legados que o cliente já utiliza, tudo sob uma governança comum. A plataforma é aberta e agnóstica em relação a modelos, o que permite trocar de tecnologia sem reconstruir a infraestrutura. O que se constrói em cada projeto pode ser reaproveitado nas implementações seguintes.

    A tese que sustenta o discurso é uma analogia com a computação em nuvem. "Assim como as plataformas de nuvem se tornaram a base das empresas modernas, os sistemas operacionais de IA se tornarão a base de todas as organizações", afirma Bar Winkler, CEO e cofundador. Para ele, quando a IA entra em produção em uma área do negócio, ela se espalha rapidamente para outras, e sem uma base compartilhada o risco é repetir a fragmentação do SaaS tradicional.

    No Brasil, o foco está em empresas de grande porte, com alto volume de interações e processos. A demanda tem se concentrado em quatro setores: serviços financeiros, telecomunicações, seguros e utilities.

    A operação local segue o desenho global, com o que o executivo chama de hiperlocalização: um time próprio que vai da área comercial a consultores de IA, engenheiros e CTOs, para atender o cliente de ponta a ponta.

    A companhia não abre números de clientes nem de receita, no Brasil ou no mundo. "A combinação de escala das empresas brasileiras com uma infraestrutura digital madura cria condições raras para que agentes de IA saiam do estágio de piloto e cheguem à produção com mais velocidade do que em outros mercados", afirmou Jascolka.


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