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    WeCogno nasce da Datarisk com 500 soluções de IA e 1 bilhão de scores no currículo e tenta criar a categoria das "cognitechs"

    Lançada em agosto a partir da estrutura da Datarisk, a WeCogno quer disputar a etapa seguinte do mercado de inteligência artificial: a de transformar modelos em receita e corte de custo. A aposta vem embalada em um conceito próprio, o de cognitech.

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    Redação

    10 de setembro de 20263 min de leitura
    WeCogno nasce da Datarisk com 500 soluções de IA e 1 bilhão de scores no currículo e tenta criar a categoria das "cognitechs"

    Lançada em agosto a partir da estrutura da Datarisk, a WeCogno quer disputar a etapa seguinte do mercado de inteligência artificial: a de transformar modelos em receita e corte de custo. A aposta vem embalada em um conceito próprio, o de cognitech.

    Uma nova empresa brasileira de inteligência artificial chega ao mercado com a ambição de não apenas disputar espaço em um dos segmentos mais aquecidos da tecnologia, mas de criar uma categoria dentro dele. Lançada oficialmente em agosto, a WeCogno se apresenta como uma cognitech, conceito que combina inteligência artificial, ciência de dados e conhecimento especializado para converter grandes volumes de informação em aumento de receita e redução de custo.

    A tese parte de um diagnóstico. Depois de anos investindo em coleta e organização de dados e, mais recentemente, na corrida pela IA, muitas empresas ainda travam na hora de transformar essa infraestrutura em ganho concreto de eficiência, receita e controle de risco.

    "Nos últimos anos, o mercado brasileiro investiu fortemente em infraestrutura de dados e, na sequência, entrou na corrida pela inteligência artificial. Agora existe um próximo passo: fazer com que essas tecnologias realmente pensem junto com as empresas. No mundo do Big Data, ter informação não significa necessariamente ter conhecimento", afirma Jhonata Emerick, CEO da WeCogno e PhD pela USP.

    A companhia não começa do zero. Ela nasce da estrutura e do repertório acumulados pela Datarisk em quase dez anos de operação: mais de 500 soluções de inteligência artificial construídas e mais de 1 bilhão de scores calculados. É esse histórico que a WeCogno leva para as áreas em que a decisão baseada em dados bate direto na linha do resultado — crédito, risco, marketing, operações, seguros, indústria e varejo.

    O movimento tenta responder à pergunta que aparece depois da primeira onda de adoção da tecnologia: como transformar IA em resultado mensurável. Para Emerick, ter grandes bases de dados ou incorporar ferramentas de inteligência artificial deixou de ser, por si só, um diferencial competitivo.

    "A discussão começa a migrar da quantidade de dados e da adoção da tecnologia para uma camada de conhecimento de negócios, com soluções indo ao ar, cliente utilizando e obtendo resultados", diz o CEO. "A proposta é desenvolver tecnologia e o ecossistema mostrando ao mercado que é possível obter resultados positivos e escaláveis."

    O que é uma cognitech

    Na definição da própria empresa, cognitech é a companhia que usa tecnologia para transformar dados em conhecimento aplicável, adicionando uma camada de compreensão de contexto ao desafio de negócio. "A palavra cognitech é o que melhor define a combinação homem, tecnologia e resultados reais para o negócio", afirma Daniela Veronese, diretora de marketing da WeCogno.

    A aposta é que o termo passe a designar uma categoria reconhecida pelo mercado — movimento arriscado, já que criar rótulo novo em um setor saturado de siglas depende de adesão de terceiros, não apenas de quem cunha o conceito.

    "Chegamos a um momento em que a companhia ficou maior do que o posicionamento que tínhamos. A WeCogno nasce justamente dessa necessidade de ampliar a nossa atuação e traduzir aquilo que acreditamos ser a próxima etapa desse mercado", diz Veronese.

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