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    Thrive Capital quase triplica ativos para US$ 65 bilhões e leva fortuna de Josh Kushner a US$ 16,7 bilhões

    A gestora de venture capital fundada por Josh Kushner passou de US$ 23 bilhões sob gestão em dezembro de 2024 para mais de US$ 65 bilhões, segundo carta enviada em agosto aos cotistas. As participações em OpenAI, SpaceX e Cursor triplicaram a fortuna pessoal do investidor em um ano.

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    Redação

    24 de agosto de 20263 min de leitura
    Thrive Capital quase triplica ativos para US$ 65 bilhões e leva fortuna de Josh Kushner a US$ 16,7 bilhões

    A gestora de venture capital fundada por Josh Kushner passou de US$ 23 bilhões sob gestão em dezembro de 2024 para mais de US$ 65 bilhões, segundo carta enviada em agosto aos cotistas. As participações em OpenAI, SpaceX e Cursor triplicaram a fortuna pessoal do investidor em um ano.

    A fortuna de Josh Kushner saltou de US$ 5,2 bilhões para US$ 16,7 bilhões em doze meses, segundo estimativa da Forbes. O motor da alta atende por um nome: Thrive Capital.

    Em carta enviada em agosto aos investidores da gestora e obtida pela Bloomberg, Kushner revelou que a Thrive administra mais de US$ 65 bilhões em ativos — quase o triplo dos US$ 23 bilhões registrados em dezembro de 2024 e US$ 15 bilhões acima do número reportado em documento regulatório apenas um mês antes, em julho. Na mesma carta, ele sinalizou a possibilidade de vender uma pequena fatia da própria gestora aos acionistas originais e a "um pequeno número de novos parceiros institucionais", em operação de tamanho semelhante aos 3% vendidos em 2021 e recomprados dois anos depois.

    O reajuste do portfólio veio de eventos de liquidez encadeados. Em junho, a SpaceX abriu capital, elevando a participação da Thrive na fabricante de foguetes a cerca de US$ 10 bilhões. Quatro dias depois, a própria SpaceX anunciou a compra da Cursor, startup de programação com inteligência artificial, por US$ 60 bilhões — avaliando os 7% que a Thrive detinha na empresa em US$ 4,2 bilhões.

    Nem tudo saiu como planejado. Em julho, Kushner e a Thrive se envolveram em uma negociação para comprar participação na Copa do Mundo da Fifa, em operação que avaliava o torneio em US$ 20 bilhões. O projeto desmoronou em três dias.

    Fundada em 2010, em Nova York, a Thrive começou pequena: um fundo de US$ 5 milhões bancado por Joel Cutler, cofundador da General Catalyst. Kushner tinha 25 anos, recém-saído de uma passagem de um ano pela área de private equity do Goldman Sachs, depois de se formar na Harvard Business School.

    Desde então, a casa levantou dez fundos principais. O mais recente, o Thrive X, foi fechado em março com mais de US$ 10 bilhões em capital comprometido. A primeira grande vitória veio em 2012, quando o Facebook comprou o Instagram por US$ 1 bilhão, poucos dias depois de a Thrive ter investido na empresa a um valuation de US$ 500 milhões. Vieram depois apostas como Spotify e, mais recentemente, OpenAI.

    O ano também colocou Kushner, de 41 anos, em terreno pouco habitual para um investidor conhecido por evitar a imprensa. Em 12 de agosto, veio a público a negociação para a compra do Los Angeles Lakers ao lado do ex-CEO da Disney Bob Iger, por US$ 12,5 bilhões — valor recorde para uma franquia da NBA. Menos de uma semana depois, um advogado de Jeanie Buss, controladora da equipe, negou que ela tivesse fechado acordo com os cinco irmãos para vender a participação conjunta de 17,8% da família, o que pode complicar a transação.

    A estimativa de patrimônio da Forbes não inclui a fatia no Lakers, já que o negócio não foi concluído. Kushner também detém uma pequena participação no Miami Heat, avaliada em US$ 80 milhões, da qual precisará se desfazer caso a compra avance. Um representante do investidor não quis comentar.


    Fonte original: Forbes Brasil

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