Enquanto boa parte do mercado de pagamentos no Brasil ainda roda sobre sistemas que remontam aos anos 1990 — adaptados com camadas sucessivas ao longo das décadas —, a Tamborine aposta em uma abordagem radical: abandonar tudo o que existe e reconstruir a infraestrutura de processamento de cartões a partir do zero.
O aporte da Koinz Capital chega em um momento estratégico para a startup. Após anos dedicados ao desenvolvimento da base tecnológica, os fundadores decidiram que era hora de ampliar a presença comercial da Tamborine como processadora e BIN Sponsor, atuando como camada tecnológica para emissores e parceiros do ecossistema de pagamentos.
"Quando avaliamos a Tamborine, vimos um produto com potencial de disrupção em um mercado tradicional, com eficiência superior e custo menor", afirmou Henrique Valicente, Acquisition Manager da Koinz Capital.
A equipe fundadora reúne perfis complementares de peso. Marcio Silva, engenheiro com 35 anos de experiência em gestão de projetos de TI, lidera a inovação. Marcio Teixeira, doutor pelo ITA com patentes em criptografia e segurança digital, responde pela tecnologia. E João Guimarães, ex-membro do Conselho Administrativo do Banco BMG, ocupa a posição de CEO.
Para orientar a estratégia de crescimento, a startup montou um conselho com nomes relevantes do setor financeiro: Fabricio Coutinho (ex-Itaú BBA), Jerson Prochnow (fundador da FISCOSoft, adquirida pela Thomson Reuters), Regina Botter (ex-Visa e Webmotors), Cleber Ferraz (ex-Visa) e profissionais egressos de Revolut, Mastercard e Cora.
A proposta da Tamborine é substituir arquiteturas pesadas e inflexíveis por um sistema modular, nativo em nuvem, que permite integrações mais simples, menor custo operacional e agilidade para que emissores lancem novos produtos. A startup já foi homologada por três bandeiras de cartão.
"São softwares que foram se adaptando desde os anos 90. Fica aquela torre de bloquinhos que, se você tirar o de baixo, cai tudo", compara Marcio Silva, sobre os sistemas legados que dominam o mercado. "A gente entendeu que havia espaço para redesenhar essa camada do zero."
A expectativa é usar o capital recém-captado para validar tração, gerar receita e preparar a empresa para uma próxima rodada de investimento com valuation mais consolidado.
Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/fintech/tamborine-capta-us-100-mil-com-koinz-para-reinventar-infra-de-pagamentos/



