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    Taktile capta US$ 110 milhões em Série C e abre operação no Brasil para automatizar decisões em bancos e seguradoras

    A fintech alemã Taktile, especializada em inteligência artificial para automação de decisões de risco e crédito, levantou uma Série C de US$ 110 milhões liderada pela Growth Equity da Goldman Sachs Alternatives e elegeu o Brasil como porta de entrada na América Latina.

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    Redação

    23 de junho de 20262 min de leitura
    Taktile capta US$ 110 milhões em Série C e abre operação no Brasil para automatizar decisões em bancos e seguradoras

    Fundada em Berlim em 2020, a Taktile desenvolve uma plataforma que permite a bancos, fintechs e seguradoras construírem fluxos de decisão por meio de interfaces visuais, sem necessidade de programação avançada. A proposta nasceu para resolver uma dor recorrente do setor financeiro: a dificuldade de atualizar com rapidez sistemas complexos que sustentam concessão de crédito, cobrança, prevenção à lavagem de dinheiro, detecção de fraudes e subscrição de seguros.

    A nova rodada teve participação de Balderton Capital, Index Ventures, Tiger Global, Y Combinator e Dig Ventures. Com o aporte, o financiamento total acumulado pela empresa ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão. Desse montante, US$ 20 milhões serão direcionados especificamente à operação latino-americana.

    Os números de eficiência ajudam a explicar o apetite dos investidores. Segundo a companhia, a tecnologia reduz em até 95% o tempo de análise de crédito em operações B2B, corta em 75% os falsos positivos na prevenção à lavagem de dinheiro e diminui em até 40% os casos de fraude identificados em sinistros de seguradoras.

    A Taktile afirma ter mais de 250 clientes distribuídos por quase 30 países, com escritórios em Nova York, Londres e Romênia. São Paulo passa a ser o mais novo polo da empresa e a base da expansão regional.

    "O mercado da América Latina não é um mercado secundário para a Taktile. Ele é um mercado prioritário", afirmou Carolina Fraidemberge, diretora de vendas para a região, que liderará a expansão ao lado de Gabriel Purkyt, general manager no Brasil.

    A escolha pelo país está ligada à maturidade do ecossistema financeiro local. Pix, cadastro positivo e open finance foram citados pela executiva como exemplos de inovações que exigem das instituições capacidade rápida de adaptação, sem abrir mão de rastreabilidade e governança — exatamente o tipo de demanda que a plataforma busca atender.

    A operação latino-americana já conta com clientes locais e agora estrutura uma equipe própria, que deve chegar a cerca de 20 profissionais no Brasil. Além do país, o México também figura entre as prioridades imediatas, com Colômbia e Peru no radar de médio prazo.

    Os recursos da Série C serão aplicados em duas frentes principais: desenvolvimento contínuo de produto, acompanhando o ritmo acelerado das evoluções em IA, e expansão geográfica, com reforço das equipes locais. "Queremos crescer o time, dar robustez à estrutura e conseguir crescer ainda mais rápido", resumiu Purkyt.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/negocios/fintech-alema-capta-us-110-milhoes-e-aposta-no-brasil-para-levar-ia-a-bancos-e-seguradoras/

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