Startups

    Sul Ventures capta R$ 60 milhões, aprova os primeiros aportes e mira 20 startups B2B da Região Sul

    A Primus Ventures, antiga Catarina Capital, já levantou R$ 60 milhões dos R$ 100 milhões previstos para o novo fundo Sul Ventures e aprovou em comitê as duas primeiras operações, com cheques de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões em startups B2B do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

    R

    Redação

    17 de julho de 20263 min de leitura
    Sul Ventures capta R$ 60 milhões, aprova os primeiros aportes e mira 20 startups B2B da Região Sul

    Pouco mais de um ano depois de trocar de nome, a Primus Ventures aprovou em comitê de investimentos os primeiros aportes do Sul Ventures, seu novo fundo. A gestora, que se chamava Catarina Capital até abril do ano passado, deve concluir as operações em breve.

    Segundo a empresa, a mudança de marca teve como objetivo consolidar uma tese regional. O Sul Ventures investe em startups sediadas nos três estados da Região Sul, recorte que a gestora aponta como seu principal diferencial competitivo.

    "Iniciamos oficialmente a operação do fundo em janeiro deste ano. Agora estamos muito próximos de assinar as duas primeiras operações. Ao mesmo tempo, seguimos captando recursos", afirmou o sócio fundador José Augusto Albino, em entrevista ao portal Startups.

    Os números do fundo

    O Fundo de Investimentos em Participações (FIP) já reúne R$ 60 milhões e mira R$ 100 milhões no fechamento da captação. A meta é investir em cerca de 20 startups ao longo de quatro anos.

    Os cheques iniciais variam de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões e podem chegar a R$ 10 milhões ao longo do relacionamento, via follow-ons. O foco está em soluções B2B nos estágios pré-Seed e Seed, embora a tese setorial seja agnóstica.

    Metade do capital vem de pessoas físicas e family offices da própria região. A outra metade é institucional, com nomes como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Badesul e a Fomento Paraná.

    O histórico que ajudou na captação

    A Catarina Capital nasceu em 2019, fundada por Adonay Freitas, José Augusto Albino, Renata Buss e Raul Daitx — um time que já havia operado junto o Cventures Primus, lançado em 2013 pela Fundação Certi.

    O primeiro fundo da casa, de R$ 83 milhões, investiu em nomes como Asaas, Exact Sales, Hiper e Checkplant. Segundo Albino, o retorno hoje está em cerca de 4,8 vezes o capital investido — desempenho que ele classifica como top quartile e que, ainda de acordo com o sócio, levou parte relevante dos investidores do fundo anterior a aumentar a aposta no novo veículo.

    O portfólio enxuto, afirma a gestora, é uma escolha deliberada. No fundo anterior foram 15 empresas; neste serão cerca de 20 — número que, segundo o sócio, permite acompanhar os fundadores de perto justamente nas fases em que eles mais precisam de apoio.

    Club deals para o late stage

    Fora do fundo early stage, a Primus também atua com empresas mais maduras por meio de club deals, estruturados caso a caso ao lado de family offices, fundos de fundos e parceiros internacionais.

    Sem um veículo dedicado, o modelo dá flexibilidade de tese, de tamanho de cheque e de uso do capital — inclusive para rodadas secundárias e reorganizações de cap table. A gestora não divulga detalhes das operações, mas afirma que a frente já responde por uma parte relevante de sua atuação.

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também