Funding

    Stenon capta R$ 106 milhões em Série B e elege o Brasil como prioridade no manejo de nitrogênio

    A agtech alemã Stenon levantou € 18 milhões (cerca de R$ 106 milhões) em rodada liderada pela Pymwymic para expandir sua tecnologia de análise de solo em tempo real, com o mercado brasileiro no centro do plano de crescimento.

    R

    Redação

    5 de julho de 20262 min de leitura
    Stenon capta R$ 106 milhões em Série B e elege o Brasil como prioridade no manejo de nitrogênio

    A Stenon, agtech alemã especializada em análise de solo em tempo real, anunciou a captação de € 18 milhões em Série B, o equivalente a aproximadamente R$ 106 milhões. Os recursos serão usados para acelerar o desenvolvimento de novos produtos e a expansão em mercados onde a empresa já atua, com foco em manejo de nitrogênio e monitoramento de carbono orgânico do solo.

    A rodada foi liderada pela Pymwymic, gestora europeia de investimentos de impacto em alimentos e agricultura, e contou com a entrada do DeepTech & Climate Fonds (DTCF), fundo alemão que administra € 1 bilhão. Também participaram investidores já presentes na base acionária, como Atlantic, Oyster Bay, Founders Fund e TIME Ventures, veículo de investimento de Marc Benioff.

    Fundada em 2018, a Stenon desenvolveu o FarmLab, plataforma que combina sensores ópticos e elétricos próprios, inteligência artificial e modelos agronômicos para medir diretamente no campo o nitrogênio disponível para a planta. Em vez de esperar o resultado de uma análise laboratorial, o produtor obtém medições em tempo real e ajusta a dose, o momento e o local de aplicação dos fertilizantes.

    Segundo a empresa, casos de clientes em diferentes países mostram redução de 20% a 40% no uso de fertilizantes nitrogenados e ganhos de produtividade entre 2% e 8% em culturas como milho, algodão, cana-de-açúcar e café.

    O Brasil é peça central da estratégia. O país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo o Plano Nacional de Fertilizantes, e a relação entre produção e consumo nacional de nitrogenados era de apenas 8% em 2023, de acordo com análise do Insper. A Stenon já concentra operações em Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, e parte dos novos recursos irá para a expansão das equipes comercial e agronômica na América do Sul.

    "Quando o nitrogênio está caro ou limitado, cada aplicação imprecisa vira custo, risco e perda de eficiência", afirmou Niels Grabbert, fundador e CEO da Stenon. "Produtores e distribuidores brasileiros não controlam câmbio ou preço internacional, mas podem controlar com muito mais precisão como cada quilo é usado."

    O próximo passo da companhia é transformar o sistema portátil de sensoriamento em uma plataforma de inteligência de nutrientes integrada a máquinas agrícolas, capaz de fornecer dados em tempo real no ponto em que as decisões são tomadas — projeto que vem sendo desenvolvido de forma confidencial há alguns anos.


    Fonte original: Startups.com.br — https://startups.com.br/la-fora/stenon-capta-r-106m-para-expandir-manejo-de-nitrogenio-no-brasil/

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também

    CEO da Lovable faz primeiro aporte no Brasil e investe na femtech Plinq
    Funding

    CEO da Lovable faz primeiro aporte no Brasil e investe na femtech Plinq

    Anton Osika, cofundador e CEO da Lovable, startup sueca de vibe coding avaliada em US$ 6,6 bilhões, entrou como investidor-anjo na rodada de R$ 1,5 milhão da Plinq, aplicativo que permite a mulheres consultar antecedentes criminais de parceiros.

    Redação·13 de março de 2026