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    Stenon capta R$ 106 milhões em Série B e elege o Brasil como prioridade no manejo de nitrogênio

    A agtech alemã Stenon levantou € 18 milhões (cerca de R$ 106 milhões) em rodada liderada pela Pymwymic para expandir sua tecnologia de análise de solo em tempo real, com o mercado brasileiro no centro do plano de crescimento.

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    Redação

    5 de julho de 20263 min de leitura
    Stenon capta R$ 106 milhões em Série B e elege o Brasil como prioridade no manejo de nitrogênio

    A informação foi publicada primeiro pelo Startups.com.br, em reportagem de Gabriela Del Carmen.

    A Stenon, agtech alemã especializada em análise de solo em tempo real, anunciou a captação de € 18 milhões em Série B, o equivalente a aproximadamente R$ 106 milhões. Os recursos serão usados para acelerar o desenvolvimento de novos produtos e a expansão em mercados onde a empresa já atua, com foco em manejo de nitrogênio e monitoramento de carbono orgânico do solo.

    A rodada foi liderada pela Pymwymic, gestora europeia de investimentos de impacto em alimentos e agricultura, e contou com a entrada do DeepTech & Climate Fonds (DTCF), fundo alemão que administra € 1 bilhão. Também participaram investidores já presentes na base acionária, como Atlantic, Oyster Bay, Founders Fund e TIME Ventures, veículo de investimento de Marc Benioff.

    Fundada em 2018, a Stenon desenvolveu o FarmLab, plataforma que combina sensores ópticos e elétricos próprios, inteligência artificial e modelos agronômicos para medir diretamente no campo o nitrogênio disponível para a planta. Em vez de esperar o resultado de uma análise laboratorial, o produtor obtém medições em tempo real e ajusta a dose, o momento e o local de aplicação dos fertilizantes.

    Segundo a empresa, casos de clientes em diferentes países mostram redução de 20% a 40% no uso de fertilizantes nitrogenados e ganhos de produtividade entre 2% e 8% em culturas como milho, algodão, cana-de-açúcar e café.

    O Brasil é peça central da estratégia. O país importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo o Plano Nacional de Fertilizantes, e a relação entre produção e consumo nacional de nitrogenados era de apenas 8% em 2023, de acordo com análise do Insper. A Stenon já concentra operações em Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, e parte dos novos recursos irá para a expansão das equipes comercial e agronômica na América do Sul.

    "Quando o nitrogênio está caro ou limitado, cada aplicação imprecisa vira custo, risco e perda de eficiência", afirmou Niels Grabbert, fundador e CEO da Stenon. "Produtores e distribuidores brasileiros não controlam câmbio ou preço internacional, mas podem controlar com muito mais precisão como cada quilo é usado."

    O próximo passo da companhia é transformar o sistema portátil de sensoriamento em uma plataforma de inteligência de nutrientes integrada a máquinas agrícolas, capaz de fornecer dados em tempo real no ponto em que as decisões são tomadas — projeto que vem sendo desenvolvido de forma confidencial há alguns anos.


    Fonte: Stenon capta R$ 106M para expandir manejo de nitrogênio no Brasil, Startups.com.br, 02/07/2026.

    Nota da redação: matéria atualizada em 29/09/2026 para incluir o crédito ao Startups.com.br.

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