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    Split Risk chega a R$ 60 milhões em faturamento, vira seguradora regulada e mira triplicar operação por três anos

    Nascida das sete recusas que o fundador Pedro Pires ouviu de seguradoras tradicionais, a insurtech Split Risk fechou 2025 com cerca de R$ 60 milhões em faturamento, obteve licença definitiva da Susep e agora amplia o portfólio para vida, prestamista, responsabilidade civil e imobiliário.

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    Redação

    12 de julho de 20262 min de leitura
    Split Risk chega a R$ 60 milhões em faturamento, vira seguradora regulada e mira triplicar operação por três anos

    A história da Split Risk começa em 2013, quando Pedro Pires bateu na porta das principais seguradoras do país com uma ideia: levar proteção a consumidores que ficavam de fora das ofertas tradicionais por preço, regras de aceitação ou modelo de distribuição. A resposta foi a mesma sete vezes seguidas — não.

    Em vez de desistir, o empreendedor construiu um caminho próprio. Optou pelo mercado de proteção veicular baseado no mutualismo, em que um grupo de participantes forma um fundo coletivo para dividir custos quando um veículo sofre um evento previsto em contrato. Assim nasceu a Seven, nome que faz referência às sete negativas e ao número que Pires usava quando jogava basquete.

    Entre 2013 e 2019, a operação chegou a cerca de 40 mil associados ativos e faturamento mensal entre R$ 5 milhões e R$ 6 milhões. O crescimento, porém, convivia com insegurança jurídica: o setor ainda não tinha regulamentação específica.

    A virada veio com o Sandbox Regulatório da Susep, criado em 2020. Foram quase quatro anos reformulando processos, desenvolvendo sistemas próprios e atendendo às exigências de capital até a empresa obter a licença definitiva para operar como seguradora. Desse processo nasceu oficialmente a Split Risk.

    Além da atuação como seguradora, a companhia desenvolveu uma plataforma de Insurance as a Service (IaaS), que permite a outras empresas oferecer seguros com marca própria enquanto a Split Risk concentra a tecnologia e a infraestrutura regulatória. Hoje, são mais de 20 projetos em diferentes regiões do país.

    Os números de 2025 sustentam a nova fase. A seguradora emitiu 120 mil apólices e registrou R$ 48,5 milhões em prêmios, alta de 10% sobre o ano anterior, enquanto o braço de tecnologia somou cerca de R$ 10 milhões em receita. Somando as duas frentes, o faturamento ficou em torno de R$ 60 milhões. Segundo Pires, dois terços da base são de pessoas que antes não tinham apólice.

    Para financiar a estrutura regulatória e a plataforma, a empresa captou R$ 50 milhões no ano passado com os grupos HSR Soluções e Participações e La Barca Empreendimentos. Uma nova rodada está prevista para 2027, depois da validação dos novos produtos.

    A meta declarada é ambiciosa: triplicar a operação ano a ano pelos próximos três anos, usando capital para acelerar uma estratégia já definida — e não mais para testar o modelo de negócio.

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