A fabricante brasileira de drones autônomos para logística busca US$ 30 milhões em sua rodada Série B para escalar operações nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil. É a segunda captação da empresa em 2026.
A Speedbird Aero, fabricante brasileira de drones autônomos voltados a entregas e serviços de logística, está no mercado em busca de US$ 30 milhões para sua rodada Série B. Os recursos serão usados para acelerar a expansão da companhia em três frentes geográficas: Estados Unidos, Europa e Brasil.
"Não temos pressa para captar. Mas é claro, quanto mais cedo, melhor", afirmou Manoel Coelho, CEO e cofundador da Speedbird Aero. Segundo o executivo, a empresa já conversa com fundos no Brasil e no exterior, embora o líder da rodada ainda não esteja definido. A expectativa é concluir a captação até o fim do ano.
Será a segunda rodada da startup em 2026. Em fevereiro, a Speedbird recebeu US$ 5,8 milhões em uma rodada bridge liderada pelo iFood, parceiro da empresa há seis anos. A colaboração inclui entregas por drones em cidades como Barueri e São Paulo, com foco em rotas de difícil acesso para motoboys.
O novo aporte será direcionado ao que Manoel chama de "ecossistema de entregas", que reúne as aeronaves e os sistemas de coordenação necessários para ampliar o número de voos com segurança. A companhia prioriza a automação apenas em rotas onde não há mão de obra humana disponível e descarta desenvolver robôs terrestres.
Além do Brasil, a Speedbird opera voos comerciais diários em países como Reino Unido, Bélgica, Portugal e Estados Unidos. No mercado brasileiro, mantém cinco clientes diretos — entre eles o iFood — e parcerias com Fleury e Pardini para transporte de exames médicos. A empresa projeta dobrar a receita no próximo ano.
Parte da estratégia depende do avanço regulatório. Em março, a Speedbird foi autorizada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a operar o drone DLV-2 A25 em áreas com até 5 mil habitantes por km², sem precisar solicitar aprovação individual para cada rota — o que torna o modelo mais escalável.
A companhia soma mais de 43 mil entregas comerciais em áreas urbanas desde 2020 e conta com aportes de iFood, Bela Juju Ventures e do fundo MultiCorp 2, da MSW Capital, que tem a Embraer entre os cotistas. Desde 2023, a fabricante aeroespacial possui representantes no conselho da startup.
"A ideia sempre foi ser a Embraer dos drones — uma empresa brasileira gigantesca, presente em todo o mundo, líder da indústria", resumiu Manoel. Ao longo dos anos, a startup também recebeu recursos de DGF, Explorer, AcNext, Lince Capital e Cedrus, que financiaram a entrada em Portugal, em 2024, e a expansão europeia.
Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/speedbird-abre-serie-b-de-us-30m-para-ser-a-embraer-dos-drones/



