A Shiva foi fundada por Lucas Marques, sócio e ex-COO da Méliuz, ffintech que chegou a valer mais de R$ 6 bilhões na B3, e também fundador da ONG Programadores do Amanhã, voltada à formação de jovens de baixa renda em tecnologia. A proposta da Shiva é identificar e financiar empreendedores que utilizam IA para construir produtos globais com equipes enxutas, de apenas uma a três pessoas.
O modelo de funcionamento é simples e direto: a Shiva seleciona empreendedores (chamados internamente de "Stars") e oferece bolsas mensais, acesso a ferramentas de inteligência artificial e infraestrutura em nuvem, além de mentorias especializadas em desenvolvimento de produto e negócios. O investimento por startup tem um teto de US$ 300 mil, e o apoio pode se estender por até um ano.
Os recursos da rodada serão direcionados para financiar os primeiros empreendedores do programa, bancar o uso intensivo de ferramentas de IA e infraestrutura em nuvem e viabilizar o acesso a mentorias estratégicas.
A tese da Shiva reflete uma tendência crescente no ecossistema de venture capital: a aposta em empresas de software de nicho criadas por equipes mínimas, potencializadas por IA generativa. Para a Monashees, uma das gestoras mais ativas da América Latina, o investimento sinaliza a crença de que a próxima geração de startups de alto impacto pode nascer com estruturas operacionais muito mais leves do que as tradicionais.
O recorde de pré-seed na região reforça o apetite dos investidores por modelos que combinam IA aplicada e operação enxuta, uma combinação que promete redefinir a dinâmica de criação de startups no Brasil e na América Latina.
Fonte original: TI Inside — https://tiinside.com.br/10/03/2026/shiva-levanta-us-10-milhoes-com-monashees-na-maior-rodada-pre-seed-latam/



