O Sebrae-SP anunciou um aporte de R$ 100 milhões no FIC FIP Sebrae Germina, veículo criado pelo Sebrae em parceria com o BTG Pactual Asset Management. Com a entrada da instituição paulista, o fundo passa a somar R$ 200 milhões para investir em gestoras de venture capital com foco em startups em estágio seed.
O anúncio foi feito durante o Startup Summit, em Florianópolis, e marca mais um passo do Sistema Sebrae na estratégia de usar capital empreendedor como instrumento de fomento à inovação — e não apenas programas de capacitação.
O Germina é um fundo de investimento em cotas de fundos de participação, o chamado FIC FIP. Na prática, o dinheiro não vai diretamente para as startups: o veículo aloca recursos em FIPs especializados, que por sua vez fazem os cheques nas empresas. O modelo permite ao Sebrae ampliar a capilaridade do capital sem montar uma operação própria de análise de deals.
A gestão profissional fica a cargo do BTG Pactual Asset Management. A ênfase declarada é o estágio seed, faixa em que as startups já saíram do papel, mas ainda estão validando o modelo de negócios e buscando tração e ampliação da base de clientes. É justamente o trecho da jornada em que o capital costuma ficar mais escasso no Brasil, entre o cheque anjo e a Série A institucional.
Segundo o Sebrae-SP, o interesse na participação existia desde o lançamento do fundo, e o aporte foi concretizado como parte de uma estratégia para ampliar o acesso das startups a capital e a conexões estratégicas.
"O Sebrae-SP, por meio da iniciativa Sebrae for Startups, fomenta o empreendedorismo inovador e apoia startups desde a ideação até o crescimento exponencial. Aportar R$ 100 milhões no Germina faz parte do compromisso de participar de toda a jornada da startup, especialmente em um momento crucial de desenvolvimento e crescimento", afirmou Nelson Hervey Costa, diretor-superintendente do Sebrae-SP.
O movimento se soma a uma trajetória de mais de duas décadas do Sebrae-SP em fundos de participação, que passa por veículos como o REIF e por parcerias com o BNDES. Nos últimos anos, a instituição também entrou como sócia de programas de investimento em estágio inicial ao lado de gestoras privadas.
Para o ecossistema, o efeito prático é o alargamento da base de capital disponível em seed em um momento de maior seletividade dos fundos privados. Com R$ 200 milhões comprometidos, o Germina se posiciona como um dos veículos institucionais relevantes para gestoras que operam cheques iniciais fora do eixo tradicional da Faria Lima.
O anúncio também reforça o Startup Summit como vitrine de decisões de alocação. O evento, realizado em Florianópolis, concentrou nesta edição anúncios de fundos, programas de aceleração e parcerias corporativas voltadas a startups em estágio inicial.
Fonte original: Startupi



