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    Savings.Club, fintech fundada por brasileiros, leva consórcio para os EUA e projeta US$ 1 bilhão em contratos em um ano

    Três brasileiros fundaram a Savings.Club, fintech baseada nos Estados Unidos que adaptou o modelo de consórcio à realidade regulatória americana. Em menos de um ano de operação, a empresa já acumula mais de R$ 25 milhões em contratos e movimenta cerca de R$ 3 milhões em novos negócios por mês.

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    Redação

    14 de maio de 20263 min de leitura
    Savings.Club, fintech fundada por brasileiros, leva consórcio para os EUA e projeta US$ 1 bilhão em contratos em um ano

    Liderada por JP Galvão, Adriano Marques e Fernando Lamounier, a startup criou uma solução proprietária e patenteada para viabilizar o produto em um mercado em que o consórcio é praticamente inexistente. A base inicial de clientes vem do público brasileiro e latino-americano residente nos EUA, já familiarizado com o conceito. Atualmente, a companhia tem mais de 100 clientes ativos, 41 revendedores credenciados e quatro contemplações realizadas.

    Hoje, a Savings.Club opera apenas no segmento automotivo, com grupos de crédito entre US$ 20 mil e US$ 40 mil. A operação está restrita aos estados do Texas, Flórida, Massachusetts e Connecticut. A próxima frente é a de imóveis comerciais, com créditos a partir de US$ 200 mil e atuação em todo o território americano, sem as restrições estaduais que limitam o produto automotivo. "Quando a gente entra em imóveis, já sobe uma escala relevante, e a diferença de valor em relação ao financiamento é ainda maior", afirma Adriano.

    Com a combinação da expansão para imóveis, a entrada em novos estados e o crescimento da rede de revendedores, a fintech projeta atingir US$ 1 bilhão em contratos em cerca de um ano. "Não estamos jogando números para o alto. São números absolutamente factíveis e que fazem parte do nosso pipeline", afirma JP Galvão, CEO da empresa.

    A ideia da Savings.Club nasceu da observação de Galvão, que já vivia nos EUA e era sócio de uma empresa de assinatura de carros de luxo em três estados. Com a alta dos juros americanos, ele viu a taxa de rejeição em financiamentos de carro saltar de 4% a 6% no período pré-pandemia para cerca de 25%. Para estruturar o produto, contou com a consultoria de Luiz Otávio Matias, ex-vice-presidente do Itaú e fundador do Itaú Consórcio.

    A construção do modelo exigiu adaptações relevantes. No Brasil, a contemplação ocorre via lance ou sorteio, este último amparado pela Loteria Federal. Nos EUA, loterias são ilegais em quase todos os estados e os lances dependem de licença específica que varia por região, o que inviabiliza a escala nacional. A saída foi criar um sistema proprietário de seleção baseado em risco, protegido por três patentes pendentes.

    A fintech também conversa com grandes administradoras e bancos americanos interessados em entrar no segmento. "O que posso dizer é que essas conversas existem. Não só com administradoras, mas também com bancos. Acreditamos que estamos criando infraestrutura de negócio para os EUA, e é importante que todos esses players tenham acesso a isso", destaca JP. Fernando Lamounier, sócio da administradora brasileira Multimarcas e formado em Yale, entrou primeiro como investidor antes de assumir o papel de CRO da operação.


    Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/fintech/fintech-fundada-por-brasileiros-quer-emplacar-consorcio-nos-eua/

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