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    Quase metade das agtechs brasileiras já captou investimento, revela estudo da ABStartups e da USP

    Levantamento da ABStartups em parceria com a USP mostra que 47,6% das agtechs do país já receberam aporte, com forte peso de fomento público e de capital originado no próprio estado das empresas.

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    Redação

    3 de junho de 20262 min de leitura
    Quase metade das agtechs brasileiras já captou investimento, revela estudo da ABStartups e da USP

    A Associação Brasileira de Startups (ABStartups), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), divulgou um novo estudo sobre o ecossistema de agtechs no Brasil. Baseado em dados de 170 startups, o levantamento traça um panorama de como a inovação vem redesenhando o agronegócio, um dos principais motores da economia nacional.

    O perfil das empresas mapeadas indica um ecossistema jovem e enxuto. Cerca de 39,4% das agtechs têm até três anos de existência, enquanto 32,9% já ultrapassaram cinco anos de atuação. Outro dado relevante é a capacidade de adaptação: 51,4% das startups já passaram por processos de pivotagem, ajustando suas estratégias ao longo da jornada.

    O acesso a capital aparece como fator central para o crescimento do setor. Quase metade das empresas, ou 47,6%, já recebeu algum tipo de investimento. Os recursos vêm principalmente de fomento público, citado por 25,5% das startups, e de investidores-anjo, com 23,6%. Um ponto de destaque é o caráter regional dos aportes: 54,8% dos investimentos têm origem no próprio estado da startup.

    "O fortalecimento de redes locais de investimento é essencial para destravar o potencial das agtechs, especialmente fora dos grandes centros", avaliou Claudia Schulz, CEO da ABStartups.

    A análise regional confirma a concentração no Sudeste, que reúne 52,9% das agtechs mapeadas, seguido pelo Sul, com 25,9%. Entre os estados, São Paulo lidera com 38,8% das empresas, enquanto Rio Grande do Sul e Minas Gerais aparecem na sequência, ambos com 12,4%. Para a executiva, o dado reforça tanto a força dos polos já consolidados quanto o potencial de expansão para novas regiões.

    As parcerias também despontam como elemento estratégico. Cerca de 79% das startups contam com dois ou mais parceiros, sendo os hubs de inovação, presentes em 52,9% dos casos, e as instituições acadêmicas, em 50%, os mais frequentes. O dado evidencia a importância da conexão entre ciência, tecnologia e mercado para impulsionar soluções mais robustas no campo.

    Para a ABStartups, o levantamento mostra que o futuro do agronegócio brasileiro passa cada vez mais pela integração entre tecnologia e produção. Segundo Claudia Schulz, a inovação tende a potencializar uma posição competitiva que o país já tem, tornando o setor mais eficiente, sustentável e preparado para disputar mercados globais.


    Fonte original: Startupi — https://startupi.com.br/avanco-das-agtechs-no-brasil/

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