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    Privacy Tools mira R$ 20 milhões em receita, avança no Chile e estreia módulo de governança de IA

    A gaúcha Privacy Tools, primeira privacy tech do Brasil, projeta atingir R$ 20 milhões de faturamento nos próximos meses, opera no Chile e lançou um novo módulo de governança de inteligência artificial — em um cenário em que a ANPD ganha músculo e a entrada em vigor do ECA Digital amplia a pressão regulatória sobre empresas brasileiras.

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    Redação

    9 de maio de 20263 min de leitura
    Privacy Tools mira R$ 20 milhões em receita, avança no Chile e estreia módulo de governança de IA

    Fundada em 2019 em Porto Alegre, a startup nasceu junto com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e estruturou desde o início um portfólio voltado à governança de informações. O timing foi decisivo: a empresa cresceu 101% em 2021, 51% em 2022, 51% em 2023, 37% em 2024 e 20% em 2025, sustentando uma trajetória consistente mesmo com o ciclo de aperto do venture capital no país.

    A virada de patamar veio em 2026. Apenas no primeiro trimestre, a Privacy Tools igualou em novas vendas todo o volume registrado no primeiro semestre do ano anterior. A meta de crescimento para o ano é de 35%, com mais de 700 organizações atendidas, entre grandes empresas e instituições públicas.

    À frente da operação está a fundadora e CEO Aline Deparis, 41 anos. Filha de agricultores, ela cresceu em Viadutos, no interior do Rio Grande do Sul, e construiu quase duas décadas de carreira em tecnologia antes de erguer a Privacy Tools. Há pouco mais de 20 dias, deu à luz seu primeiro filho, Antonio, em meio à fase mais intensa de crescimento da empresa.

    A internacionalização entrou no radar como pilar do próximo ciclo. A startup já atua no Chile e estuda expansão para outros mercados da América Latina. A região oferece um ambiente regulatório em consolidação, com leis de proteção de dados ainda em estágio inicial em vários países e demanda crescente por consultoria especializada.

    O lançamento do módulo de governança de inteligência artificial reposiciona a companhia em um mercado que deve ganhar tração com a regulação europeia da IA e os debates em curso no Congresso brasileiro. A leitura interna é de que a privacidade deixou de ser pauta exclusivamente jurídica e passou a ser uma agenda de negócio, conectada a riscos operacionais e reputacionais.

    O combo regulatório que sustenta o avanço não é trivial. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados ampliou autuações e multas nos últimos meses, enquanto o ECA Digital estabeleceu novas obrigações para plataformas que tratam dados de crianças e adolescentes. Para grandes empresas, o custo de não ter um programa estruturado de governança de dados ficou maior do que o investimento em ferramentas como a Privacy Tools.

    A startup conta hoje com mais de 60 colaboradores e mantém estratégia de produto baseada em time, processo e propósito, segundo Aline. Para os próximos trimestres, a aposta é consolidar a operação no Chile, evoluir o módulo de governança de IA e seguir capturando demanda gerada pela maturação regulatória do mercado brasileiro.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/negocios/entre-fraldas-e-amamentacao-ela-lidera-expansao-internacional-de-startup/

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