A Precato, fintech de Belo Horizonte que atua na compra e antecipação de precatórios — dívidas judiciais reconhecidas contra o poder público —, levantou R$ 100 milhões por meio de seu sexto Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). A estruturação ficou a cargo da TAG Investimentos, que também é parceira da empresa.
Como funciona o modelo
Diferentemente das fintechs tradicionais de crédito, a Precato opera um modelo invertido: em vez de conceder empréstimos, a empresa compra precatórios de pessoas físicas e jurídicas que preferem antecipar o recebimento a esperar anos — às vezes décadas — pela quitação pelo governo.
Fundada em 2019 por Bruno Guerra e André Sana, a startup cresce em torno de 50% ao ano e já intermediou mais de R$ 1,5 bilhão em operações desde sua criação.
Desempenho dos fundos
Os cinco FIDCs anteriores da Precato entregaram retornos acima do CDI em todos os períodos, segundo a empresa, sem histórico de atrasos nos pagamentos. A consistência dos resultados tem atraído investidores institucionais que buscam alternativas de renda fixa com perfil diferenciado.
Regulação a favor
O ambiente regulatório também favorece a tese. Com a Resolução CVM 175, parte dos precatórios federais foi classificada como direito creditório padronizado dentro dos FIDCs, o que ampliou o acesso de fundos e investidores a esse tipo de ativo. A mudança abriu espaço para que mais capital institucional flua para o mercado de precatórios.
Meta ambiciosa para 2026
Com o novo FIDC, a Precato projeta mobilizar até R$ 500 milhões ao longo de 2026, um salto significativo em relação aos anos anteriores. O governo federal iniciou o ano com R$ 64,3 bilhões em precatórios pendentes, o que indica um mercado endereçável robusto para a fintech nos próximos meses.
Fonte original: Finsiders Brasil — https://finsidersbrasil.com.br/negocios-em-fintechs/aportes/fintech-de-precatorios-capta-r-100-milhoes-em-fidc/



