Funding

    Precato levanta R$ 100 milhões em sexto FIDC e projeta movimentar R$ 500 milhões em precatórios ao longo de 2026

    A fintech mineira especializada na antecipação de precatórios estruturou o fundo com a TAG Investimentos e já acumula mais de R$ 1,5 bilhão intermediado desde a fundação.

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    Redação

    29 de março de 20262 min de leitura
    Precato levanta R$ 100 milhões em sexto FIDC e projeta movimentar R$ 500 milhões em precatórios ao longo de 2026

    A Precato, fintech de Belo Horizonte que atua na compra e antecipação de precatórios — dívidas judiciais reconhecidas contra o poder público —, levantou R$ 100 milhões por meio de seu sexto Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC). A estruturação ficou a cargo da TAG Investimentos, que também é parceira da empresa.

    Como funciona o modelo

    Diferentemente das fintechs tradicionais de crédito, a Precato opera um modelo invertido: em vez de conceder empréstimos, a empresa compra precatórios de pessoas físicas e jurídicas que preferem antecipar o recebimento a esperar anos — às vezes décadas — pela quitação pelo governo.

    Fundada em 2019 por Bruno Guerra e André Sana, a startup cresce em torno de 50% ao ano e já intermediou mais de R$ 1,5 bilhão em operações desde sua criação.

    Desempenho dos fundos

    Os cinco FIDCs anteriores da Precato entregaram retornos acima do CDI em todos os períodos, segundo a empresa, sem histórico de atrasos nos pagamentos. A consistência dos resultados tem atraído investidores institucionais que buscam alternativas de renda fixa com perfil diferenciado.

    Regulação a favor

    O ambiente regulatório também favorece a tese. Com a Resolução CVM 175, parte dos precatórios federais foi classificada como direito creditório padronizado dentro dos FIDCs, o que ampliou o acesso de fundos e investidores a esse tipo de ativo. A mudança abriu espaço para que mais capital institucional flua para o mercado de precatórios.

    Meta ambiciosa para 2026

    Com o novo FIDC, a Precato projeta mobilizar até R$ 500 milhões ao longo de 2026, um salto significativo em relação aos anos anteriores. O governo federal iniciou o ano com R$ 64,3 bilhões em precatórios pendentes, o que indica um mercado endereçável robusto para a fintech nos próximos meses.


    Fonte original: Finsiders Brasil — https://finsidersbrasil.com.br/negocios-em-fintechs/aportes/fintech-de-precatorios-capta-r-100-milhoes-em-fidc/

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