A fintech de infraestrutura de Open Finance fechou rodada liderada pela DGF, com participação de Y Combinator e Brazil Venture Capital, e chega a cerca de US$ 6 milhões captados desde a fundação. Lucrativa desde 2024, a empresa deve encerrar o ano com faturamento acima de R$ 25 milhões.
A Pluggy anunciou a conclusão de sua Série A, no valor de US$ 3,5 milhões. A rodada foi liderada pela DGF, gestora que acaba de completar 25 anos de mercado, e contou com novos aportes de Y Combinator e Brazil Venture Capital. Com o cheque, o total captado pela companhia desde a fundação chega a aproximadamente US$ 6 milhões.
Fundada em 2020 por Rogério Correa, Bruno Loiola, Gabriel Gantes e Victor Braga, a fintech atua como Iniciadora de Transação de Pagamento (ITP) autorizada pelo Banco Central desde junho de 2024. Na prática, a empresa orquestra a interoperabilidade do Open Finance dentro dos ERPs e das plataformas de gestão financeira que as empresas já utilizam, permitindo consultar dados bancários e iniciar pagamentos sem trocar de sistema.
A Pluggy atingiu o breakeven em 2024 e desde então mantém uma operação rentável — um dado incomum entre fintechs de infraestrutura no país. A projeção é encerrar 2026 com faturamento superior a R$ 25 milhões, acima da meta inicial de triplicar a receita em relação ao ano anterior. Para 2027, a companhia diz que pretende manter o mesmo ritmo de expansão.
Hoje a empresa tem quase meio milhão de CNPJs conectados e cerca de 500 clientes diretos, entre plataformas de gestão financeira, escritórios contábeis e BPOs, com alcance indireto a mais de 10 milhões de empresas.
O uso dos recursos, segundo os fundadores, não passa por ampliar cobertura, e sim por adensar o portfólio. "O nosso foco com essa rodada é densidade. O capital não vai para ampliar a cobertura, mas sim para embarcar produtos financeiros cada vez mais sofisticados no ecossistema Pluggy", afirmou Bruno Loiola, Chief Growth Officer e cofundador da empresa.
A tese comercial da fintech parte de um gargalo conhecido do mercado corporativo. "Historicamente, as instituições financeiras enfrentam alto custo e grande fricção para distribuir seus serviços no segmento empresas", disse Rogério Correa, CEO e cofundador. Segundo ele, a companhia resolve com uma única integração os problemas de falta de dados, dificuldade de alcançar o cliente no momento da decisão e ausência de experiência integrada.
Com o aporte, a Pluggy passa a integrar o portfólio do oitavo fundo da DGF, veículo iniciado no primeiro trimestre de 2025 que captou mais de R$ 200 milhões e reúne atualmente sete companhias.
Para João Orem, sócio da DGF, o diferencial está no modelo aberto. "A tese que nos convenceu é a da infraestrutura agnóstica e o grande valor já percebido pelos clientes. Enquanto grande parte do mercado foca em arranjos exclusivos, a Pluggy construiu uma via bidirecional onde o cliente preserva sua liberdade de escolha", afirmou o executivo, que também citou a eficiência de capital da empresa como fator decisivo.
O próximo passo é ampliar a camada de serviços embarcados para outras modalidades de cobrança, pagamento e produtos financeiros, todos reunidos na mesma integração já instalada nos softwares de gestão.
Fonte original: Startups



