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    Pilar capta US$ 6,5 milhões em Série A com Alexia e FJ Labs para liderar imóveis de luxo

    A proptech Pilar, que conecta corretores e imobiliárias especializadas em alto padrão, fechou uma rodada Série A de US$ 6,5 milhões liderada pela Alexia Ventures, com participação da FJ Labs, de Fabrice Grinda, e da Endeavor.

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    Redação

    10 de maio de 20262 min de leitura
    Pilar capta US$ 6,5 milhões em Série A com Alexia e FJ Labs para liderar imóveis de luxo

    Fundada em 2021 por Felipe Abramovay, Luiz Gilbert e Raphael Sampaio, a Pilar opera um modelo que combina rede de corretores parceiros, tecnologia de gestão e portal próprio para imóveis acima de R$ 2 milhões. Com a nova rodada, a startup soma US$ 12 milhões captados desde sua fundação e prepara o próximo salto de mercado.

    O movimento veio em um ano forte. Em 2024, a Pilar atingiu R$ 2,5 bilhões em volume bruto de vendas (GVV) e cresceu dez vezes em dois anos, segundo a companhia. A rede de corretores parceiros já passa de 700 profissionais, número que sustenta a tese de operação ágil e altamente especializada no segmento de luxo.

    A rodada também contou com FJ Labs, Gilgamesh Ventures, LAPS Capital e Stamina, fundos que aumentaram suas posições na empresa. A presença da FJ Labs, fundo do cofundador da OLX Fabrice Grinda, traz não apenas capital, mas também expertise em marketplaces de alto valor.

    Com o novo capital, a Pilar quer consolidar sua liderança no mercado de luxo de São Paulo e Curitiba, escalar o PilarHomes — portal próprio focado em imóveis acima de R$ 2 milhões — e entrar no mercado de lançamentos residenciais por meio de plataforma digital integrada à rede de corretores especializados em alto padrão.

    A estratégia ataca uma dor estrutural do setor imobiliário brasileiro: a fragmentação. O modelo tradicional opera na lógica de corretores trabalhando em silos, o que reduz a velocidade da venda e prejudica a experiência do comprador de luxo. Ao centralizar oferta, dados e relacionamento em uma única infraestrutura, a Pilar busca posicionar-se como camada de tecnologia para um mercado historicamente analógico.

    O aporte chega em um momento de seletividade no venture capital, em que cheques são direcionados a startups com tração comprovada e unit economics defensáveis. O case da Pilar combina os dois fatores e mostra que, mesmo em um ciclo mais conservador, há espaço para rodadas relevantes em proptechs com tese clara de mercado.

    Para os próximos meses, a expectativa é de aceleração do plano de expansão geográfica, ampliação do portfólio de produtos para corretores parceiros e novos contratos com incorporadoras interessadas em distribuir lançamentos via canal digital.

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