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    Patria conclui captação de R$ 550 milhões em quarto fundo de venture capital e mira fintechs e América Latina

    O Patria High Growth fechou o fundo IV abaixo da meta inicial e depois de um processo que durou três anos. A gestora já fez seis investimentos com o veículo e planeja chegar a até 20 empresas, com cheques de R$ 20 milhões a R$ 100 milhões.

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    Redação

    19 de agosto de 20263 min de leitura
    Patria conclui captação de R$ 550 milhões em quarto fundo de venture capital e mira fintechs e América Latina

    O Patria High Growth fechou o fundo IV abaixo da meta inicial e depois de um processo que durou três anos. A gestora já fez seis investimentos com o veículo e planeja chegar a até 20 empresas, com cheques de R$ 20 milhões a R$ 100 milhões.

    Em um cenário ainda difícil para a captação em ativos alternativos, o Patria concluiu o levantamento de seu quarto fundo de venture capital, com R$ 550 milhões.

    O veículo é gerido pelo Patria High Growth, união das gestoras Kamaroopin e Igah Ventures, que reúne mais de US$ 500 milhões em ativos sob gestão nas frentes de venture capital e growth equity. A captação contou com o apoio de um veículo estruturado para clientes da XP Investimentos e de estruturas de coinvestimento.

    O número final ficou abaixo da ambição original, de até US$ 150 milhões (cerca de R$ 777,8 milhões), e o prazo se estendeu bem além do previsto. O processo começou em 2023 e, em 2024, o sócio Pedro Melzer projetava conclusão até o primeiro trimestre de 2025.

    "Entendendo as mudanças do mercado e as necessidades dos investidores, mantemos a estratégia de investir em empresas que utilizam a tecnologia para impulsionar ganhos de eficiência em seus respectivos setores", diz Melzer, responsável pela estratégia de high growth da casa.

    Seis cheques e uma tese financeira

    O Patria já realizou seis investimentos com o fundo IV. Entre eles estão a Spott, plataforma de gestão de carregadores para veículos elétricos; a Benup, de gestão de benefícios corporativos; e a Liqi, especializada em tokenização de ativos financeiros.

    O plano é fechar o portfólio com 12 a 20 companhias, com cheques médios entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões, podendo chegar a R$ 100 milhões. A alocação segue uma lógica conservadora: aportes iniciais menores e concentração de capital nas empresas que demonstram maior capacidade de execução ao longo do tempo.

    A prioridade é aprofundar a exposição a serviços financeiros. Segundo Melzer, o fio condutor dos seis investimentos já feitos é o uso de tecnologia para resolver problemas de crédito, pagamentos, infraestrutura financeira ou tokenização — apesar da sofisticação do sistema financeiro brasileiro, a leitura da gestora é que ainda há espaço para startups atacarem frentes que os grandes bancos têm dificuldade de desenvolver internamente.

    "Estamos avaliando oportunidades em saúde e em diversos outros setores nos quais tradicionalmente investimos, mas, neste momento, temos uma atenção especial para empresas que oferecem serviços financeiros ou infraestrutura financeira aplicados a diferentes segmentos da economia", afirma o sócio.

    Expansão regional

    A outra frente é ampliar a busca por oportunidades na América Latina, diante da evolução dos ecossistemas locais de inovação. Em julho, o Patria liderou uma rodada de US$ 60 milhões na colombiana Duppla, que opera um modelo de rent to own para famílias sem condições de arcar com a entrada de um financiamento imobiliário.

    Não há meta de alocação regional definida. A ideia, diz Melzer, é crescer onde a gestora já tem presença relevante — Colômbia, Chile e Argentina —, aproveitando o alcance de uma casa com mais de US$ 62 bilhões em ativos sob gestão.


    Fonte original: NeoFeed

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