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    Netrin capta R$ 26 milhões da Insi Ventures e acelera expansão em gestão de riscos corporativos

    A curitibana Netrin recebeu um aporte de R$ 26 milhões da gaúcha Insi Ventures para escalar sua plataforma de compliance e monitoramento de riscos de terceiros. Com o novo ciclo, a empresa projeta alcançar R$ 50 milhões de faturamento até 2028.

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    Redação

    7 de agosto de 20263 min de leitura
    Netrin capta R$ 26 milhões da Insi Ventures e acelera expansão em gestão de riscos corporativos

    A curitibana Netrin recebeu um aporte de R$ 26 milhões da gaúcha Insi Ventures para escalar sua plataforma de compliance e monitoramento de riscos de terceiros. Com o novo ciclo, a empresa projeta alcançar R$ 50 milhões de faturamento até 2028.

    A Netrin, especializada em gestão de riscos corporativos envolvendo fornecedores, clientes e parceiros de negócios, anunciou a captação de R$ 26 milhões junto à Insi Ventures, braço de corporate venture capital da empresa de tecnologia Insi. O recurso será direcionado à evolução da plataforma, à ampliação da operação comercial e ao desenvolvimento de novas ferramentas de automação, inteligência artificial e monitoramento contínuo.

    Fundada em 2020, a companhia atende hoje mais de 320 organizações, entre elas Amaggi, Veolia, Ipiranga, Faber-Castell e Braskem. A proposta da plataforma é substituir controles descentralizados, planilhas e análises pontuais por um sistema capaz de reunir informações, cruzar dados e atualizar continuamente o nível de exposição de cada relacionamento comercial.

    Na prática, a tecnologia automatiza processos de homologação, compliance e acompanhamento de riscos ligados a fornecedores, distribuidores, representantes comerciais e prestadores de serviços. O sistema monitora riscos regulatórios, financeiros, trabalhistas, ambientais e reputacionais, além de ameaças à segurança da informação, buscando antecipar vulnerabilidades antes que gerem interrupções, prejuízos ou danos à imagem.

    Segundo Caciporé Valente, CEO da Netrin, os riscos corporativos deixaram de estar concentrados apenas dentro das organizações. Falhas de fornecedores, vazamentos de dados ou dificuldades financeiras de parceiros podem afetar diretamente a operação de uma empresa. O executivo afirma que o objetivo é transformar a gestão de riscos em uma capacidade estratégica de negócio, combinando automação, IA e monitoramento contínuo.

    O movimento acompanha o avanço global do Third-Party Risk Management (TPRM), conjunto de práticas voltadas à identificação, avaliação e controle de riscos associados a terceiros. A frente ganhou relevância com a expansão da terceirização, o crescimento das cadeias globais de suprimentos e as exigências crescentes em privacidade de dados, segurança cibernética e conformidade regulatória.

    O potencial de crescimento no Brasil é significativo: segundo levantamento da Deloitte citado pela Netrin, apenas 7% das empresas brasileiras possuem uma estrutura de gerenciamento de riscos considerada integrada e eficiente. Em mercados como Estados Unidos e Europa, o tema já integra as estratégias de governança das grandes corporações.

    Para Claudio Carrara, vice-presidente da Insi, a Netrin construiu uma posição diferenciada em um segmento pressionado por novas regulações e pelo avanço das práticas de governança. Além de financiar o desenvolvimento tecnológico, o aporte deve apoiar o aumento da escala da operação e ampliar o uso de IA na análise de dados e na identificação de padrões que sinalizem mudanças no perfil de risco de fornecedores, clientes e parceiros.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/negocios/startup-do-pr-capta-r-26-mi-para-escalar-no-mercado-de-gestao-de-riscos/

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