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    Moove levanta US$ 250 milhões em Série C, atinge valuation de US$ 2,1 bilhões e dobra aposta em mobilidade autônoma

    Dona da Kovi no Brasil, a plataforma global de mobilidade levantou US$ 250 milhões em rodada Série C liderada pelo fundo soberano Mubadala, alcançando avaliação de US$ 2,1 bilhões para acelerar sua operação de frotas autônomas.

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    Redação

    6 de agosto de 20263 min de leitura
    Moove levanta US$ 250 milhões em Série C, atinge valuation de US$ 2,1 bilhões e dobra aposta em mobilidade autônoma

    A Moove reforçou o caixa para se firmar em uma nova frente: os carros autônomos. Fundada pelos nigerianos Ladi Delano e Jide Odunsi, a empresa global de mobilidade — que no Brasil controla a Kovi — captou US$ 250 milhões em uma Série C que a avalia em US$ 2,1 bilhões.

    A rodada foi liderada pela Mubadala, fundo soberano de Abu Dhabi, com coliderança da Woven Capital e da Ion Pacific. A lista de investidores inclui nomes de peso como BlackRock, MUFG, Franklin Templeton, Uber, BlueCrest e Sona Asset Management.

    O destino do dinheiro é claro: dobrar a aposta em mobilidade autônoma, estreitando parcerias com players como a Waymo, do grupo Alphabet. A Moove já é uma das principais operadoras terceirizadas de frotas autônomas do mundo, com operações em Phoenix e Miami. Londres foi confirmada como o primeiro destino internacional, e a companhia planeja ampliar em mais de 220% o time dedicado a veículos autônomos até o fim do ano — de cerca de 150 para aproximadamente 500 pessoas.

    Para o co-CEO Ladi Delano, a autonomia não se resolve apenas com a tecnologia embarcada no veículo. Ela depende de capital para comprar frota, de pátios para recarga e manutenção e de operação ininterrupta, cidade por cidade. É essa "camada operacional" que a Moove quer dominar, gerindo os chamados "Nests" — depósitos com foco em robótica onde as frotas são recarregadas, revisadas e organizadas para rodar 24 horas por dia.

    "Toda grande revolução tecnológica vira uma corrida por infraestrutura. A internet exigiu data centers. A IA exige capacidade computacional. A autonomia exige frotas, recarga, manutenção e operação 24 por 7 em cada cidade, e é isso que a Moove está construindo", resumiu Delano.

    O movimento é a evolução de uma trajetória de cinco anos. Desde 2020, a Moove saiu de 76 veículos em Lagos, na Nigéria, para cerca de 42 mil carros em 29 cidades de 13 países, tornando-se a maior parceira global de frotas da Uber. Hoje, tem receita recorrente anual (ARR) de US$ 420 milhões. O crescimento também passou por aquisições, incluindo a japonesa Tokyo Taxi e, no Brasil, o app Kovi, comprado no ano passado.

    A empresa já tinha história com o Mubadala, que liderou a rodada de US$ 550 milhões em 2023 e voltou a investir na Série B de US$ 100 milhões, em março de 2024. Em 2025, a Moove ainda levantou US$ 1,2 bilhão em dívida para bancar a chegada dos veículos autônomos com a Waymo nos Estados Unidos.


    Fonte original: Startups — https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/moove-capta-us-250m-para-acelerar-em-mobilidade-autonoma/

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