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    Monashees vence disputa com 17 propostas e vai gerir fundo de IA do BNDES e da Finep, que pode chegar a R$ 500 milhões

    A gestora fundada por Eric Acher e Fabio Igel foi a escolhida na chamada pública do BNDES e da Finep para tocar o novo Fundo de Investimento em Participações dedicado a startups intensivas em inteligência artificial. Bossanova ficou em segundo lugar e o Patria High Growth, em terceiro.

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    Redação

    17 de setembro de 20263 min de leitura
    Monashees vence disputa com 17 propostas e vai gerir fundo de IA do BNDES e da Finep, que pode chegar a R$ 500 milhões

    A gestora fundada por Eric Acher e Fabio Igel foi a escolhida na chamada pública do BNDES e da Finep para tocar o novo Fundo de Investimento em Participações dedicado a startups intensivas em inteligência artificial. Bossanova ficou em segundo lugar e o Patria High Growth, em terceiro.

    A Monashees foi selecionada para gerir o novo fundo de inteligência artificial do BNDES e da Finep, veículo com estimativa de mobilizar até R$ 500 milhões para empresas que usam IA como núcleo da operação. A chamada pública recebeu 17 propostas de gestoras e a decisão levou em conta critérios como histórico do gestor, composição da equipe, tese de investimento, capacidade de captação, custos do fundo e aderência das companhias-alvo ao perfil descrito no edital.

    Na classificação final, a Bossanova ficou em segundo lugar e o fundo Patria High Growth, em terceiro. Se a Monashees for desclassificada em alguma etapa seguinte, as demais propostas podem ser convocadas na ordem de classificação.

    Fundada em 2005, a Monashees é uma das gestoras de venture capital mais antigas em operação no Brasil e vem concentrando movimentos recentes justamente na fronteira de inteligência artificial. Há pouco tempo, a casa estruturou o Gama Fund, veículo criado em parceria com o Google e também voltado a startups de IA, além de ter inaugurado a Gama House, hub dedicado ao tema em São Paulo.

    Como o dinheiro será dividido

    O Fundo de Investimento em Participações (FIP) tem estrutura de cotistas-âncora. A BNDESPAR, subsidiária integral do BNDES, poderá comprometer até R$ 125 milhões, enquanto o FNDCT, por meio da Finep, poderá aportar até R$ 80 milhões. Nenhum cotista-âncora poderá deter mais do que 25% de participação no fundo — regra desenhada para forçar a entrada de investidores privados e ampliar o tamanho final do veículo.

    A proposta da Monashees segue agora para a etapa de avaliação das condições contratuais, negociação do regulamento e diligências legais.

    Setores prioritários e recorte regional

    O edital define uma lista de setores estratégicos para a alocação: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, saneamento, mobilidade e logística, transformação digital da indústria, bioeconomia, descarbonização, soluções para o mercado de carbono, transição e segurança energéticas, além de tecnologias ligadas à soberania nacional, cibersegurança e segurança pública.

    Há também uma exigência de distribuição geográfica: do total investido pela Finep, 30% precisam ser direcionados a empresas sediadas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

    Quarto fundo do ciclo

    O veículo faz parte de uma sequência de editais lançados por Finep e BNDES desde 2025 — são quatro fundos no período. O próximo resultado sai em novembro, quando as instituições devem anunciar a gestora escolhida para o FIP Conexões Startups, que recebeu 19 propostas e mira o early stage.

    Para o ecossistema, a escolha coloca uma gestora de perfil generalista e histórico longo à frente de um dos maiores cheques públicos já destinados especificamente a inteligência artificial no país, em um momento em que o capital privado para o segmento se concentra em rodadas cada vez maiores e mais seletivas.


    Fonte original: Startups

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