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    Magnar capta US$ 8 milhões em série A e desembarca no Brasil para disputar o mercado de IA jurídica

    Fundada há apenas catorze meses no Chile, a legaltech fechou uma série A liderada pela britânica 6 Degrees Capital e coliderada pela mexicana Hi Ventures. A meta é chegar a 75 mil advogados cadastrados no Brasil até o fim de 2027 e transformar o país em seu principal mercado.

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    Redação

    11 de setembro de 20264 min de leitura
    Magnar capta US$ 8 milhões em série A e desembarca no Brasil para disputar o mercado de IA jurídica

    Fundada há apenas catorze meses no Chile, a legaltech fechou uma série A liderada pela britânica 6 Degrees Capital e coliderada pela mexicana Hi Ventures. A meta é chegar a 75 mil advogados cadastrados no Brasil até o fim de 2027 e transformar o país em seu principal mercado.

    A informação foi publicada primeiro pelo Startups.com.br, em reportagem de Leandro Miguel Souza.

    O mercado brasileiro de inteligência artificial jurídica ganhou mais um concorrente — e ele chegou com caixa novo. A Magnar anunciou o início da operação no Brasil apoiada por uma rodada série A de US$ 8 milhões, liderada pela britânica 6 Degrees Capital e coliderada pela mexicana Hi Ventures, com participação da Platanus e aportes minoritários de grandes escritórios de advocacia da América Latina.

    A empresa é jovem até para os padrões do setor. Nasceu há catorze meses, fundada pelo CEO Andrés Arellano ao lado dos sócios Andrés Rodríguez e Nicolás Vergara, todos engenheiros de computação. O produto é uma plataforma agnóstica, que alterna modelos de OpenAI, Anthropic, Google e xAI sobre uma base de legislação e jurisprudência local que a própria companhia coleta, processa e indexa país por país — o que permite exibir a referência por trás de cada resposta.

    Sobre essa base, a Magnar reuniu pesquisa, redação, comparação de documentos, assinatura eletrônica e gestão de contratos em uma única solução, integrada ao Word e ao Outlook. "Não oferecemos apenas um assistente de IA, estamos criando um sistema operacional. Toda ferramenta de que eles precisam já está integrada em uma única solução", afirma Arellano em entrevista ao Startups.com.br.

    Escritórios como clientes e sócios

    No primeiro ano de operação, concentrado em Peru, Colômbia e Chile, a startup somou mais de 400 clientes corporativos, mais de mil assinantes individuais pagantes e mais de 50 mil usuários ativos por mês. A base é deliberadamente concentrada: 75% são escritórios de advocacia e 25% são departamentos jurídicos internos e empresas.

    A relação com os escritórios tem uma segunda camada. Os maiores clientes do Chile e do Peru pediram para investir na empresa depois de virarem usuários e hoje figuram como acionistas minoritários. A Magnar já convidou bancas brasileiras e mexicanas a repetir o movimento nesta série A — segundo o CEO, não por necessidade de capital, mas pelo efeito de aproximação.

    Dados antes de gente

    O aporte banca a entrada no Brasil e no México, com abertura de escritórios e contratação de times locais. A estrutura, porém, segue enxuta: a startup saiu de cinco para cerca de 25 pessoas em catorze meses e projeta no máximo dez profissionais no Brasil nos próximos doze meses, concentrados em vendas e suporte.

    Boa parte do dinheiro não vai para folha, e sim para dados. Antes de operar em qualquer país, a companhia passa meses coletando milhões de documentos — legislação, jurisprudência e decisões —, processando o material com IA e indexando tudo. No caso brasileiro, o trabalho cobre o âmbito federal e cada estado.

    As metas refletem essa cadência. O plano é alcançar 5 mil advogados cadastrados no Brasil até o fim de 2026 e 75 mil até o fim de 2027, com 220 mil usuários somados em todos os países. A expectativa da companhia é que o Brasil responda por cerca de 35% da base de usuários e da receita até o fim de 2027.

    A concorrência explica a pressa. Nos últimos meses, a Enter levantou R$ 500 milhões e virou o primeiro unicórnio de IA da América Latina, a Inspira captou R$ 15 milhões com Vivo Ventures e Cloud9 Capital, e as americanas Harvey e Legora cruzaram a casa dos bilhões de dólares em valuation. "Não queremos passar mais um dia sem estar nesse mercado. Foi essa urgência que nos motivou a fechar essa rodada", diz Arellano.


    Fonte: Magnar, legaltech de IA, levanta US$ 8 milhões e chega ao Brasil para disputar mercado, Startups.com.br, 09/09/2026.

    Nota da redação: matéria atualizada em 29/09/2026 para incluir o crédito ao Startups.com.br.

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