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    Magie pivota para o B2B, ultrapassa 1 milhão de clientes e projeta crescer 1.000% em 2026

    A fintech que nasceu oferecendo um banco dentro do WhatsApp passou a vender a própria tecnologia para bancos e já projeta fechar o ano com uma base de 10 milhões a 15 milhões de usuários finais.

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    Redação

    16 de setembro de 20263 min de leitura
    Magie pivota para o B2B, ultrapassa 1 milhão de clientes e projeta crescer 1.000% em 2026

    A fintech que nasceu oferecendo um banco dentro do WhatsApp passou a vender a própria tecnologia para bancos e já projeta fechar o ano com uma base de 10 milhões a 15 milhões de usuários finais.

    A Magie construiu sua reputação vendendo direto ao consumidor: um banco completo operando dentro do WhatsApp, em disputa aberta com instituições tradicionais. Em 2026, a fintech virou a chave e passou a licenciar a própria tecnologia para os players que antes eram concorrentes em potencial. O resultado apareceu mais rápido do que dois anos de operação B2C.

    Em entrevista ao Startups, o fundador e CEO Luiz Ramalho afirmou que, somando contratos já assinados e os previstos para o restante do ano, a empresa deve encerrar 2026 com uma base de 10 milhões a 15 milhões de clientes atendidos via B2B — crescimento de cerca de 1.000% na comparação anual.

    De 400 mil para mais de 1 milhão

    No último mês, com o onboarding em escala de um grande banco latino-americano, a Magie ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários. No fim de 2025, a carteira registrava 400 mil.

    Desde que anunciou a entrada no B2B, no início do ano, a fintech encaminhou projetos white label com três bancos, dentro e fora do Brasil, todos com milhões de correntistas. "São poucos contratos, mas de alto volume. Começamos com um piloto de alguns milhares ou centenas de milhares de usuários e depois vai à escala", explica Ramalho.

    O caso público é o do BV, que oferece Pix via WhatsApp com inteligência artificial. A empresa também trabalha com outros bancos brasileiros ainda não anunciados e entrou no crédito consignado, tanto na jornada de um grande varejista quanto sob marca própria, com o Magie Consignado Privado, em um arranjo com dois parceiros — um que entra com o FIDC e outro que traz a base de clientes.

    A América Latina chegou antes do previsto

    A expansão internacional foi, segundo o CEO, o efeito colateral inesperado da virada. A empresa fez uma prova de conceito e entrou em escala com um grande banco peruano, cujo nome deve ser divulgado nas próximas semanas. Só nesse contrato, e sem atingir toda a base da instituição, a Magie já alcançou mais de um milhão de pessoas.

    Há conversas em andamento com instituições financeiras na Argentina, na Colômbia, no Equador e no México. A demanda, diz Ramalho, aparece até para partes mais simples do produto, como onboarding e jornadas de consulta, que os bancos brasileiros sequer pedem. "O Brasil consegue exportar tecnologia nessa área financeira, onde já é visto como inovador", afirma.

    O produto B2C segue de pé, mas mudou de papel: deixou de ser a fonte de receita para virar laboratório de novas funcionalidades antes de irem ao B2B. A fintech captou US$ 5 milhões em janeiro e afirma não ter pressa para uma nova rodada, com a meta de atingir o breakeven até o fim do ano.


    Fonte original: Startups

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