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    Hexagon capta R$ 10 milhões com a Pear VC e aposta em "SEO da era da IA"

    Fundada por Ramon Silva, que vendeu a Avocado à Rappi, a startup levantou rodada seed com o fundo americano Pear VC para escalar sua tecnologia de GEO, que faz marcas serem priorizadas nas respostas de plataformas como o ChatGPT.

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    Redação

    19 de junho de 20263 min de leitura
     Hexagon capta R$ 10 milhões com a Pear VC e aposta em "SEO da era da IA"

    A Hexagon levantou uma rodada seed de R$ 10 milhões para acelerar uma aposta específica: garantir que marcas apareçam corretamente nas respostas de plataformas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT. O aporte foi liderado pela Pear VC, fundo americano de early-stage conhecido por ter investido em nomes como DoorDash, Cognition e Gusto.

    A startup foi fundada pelo brasileiro Ramon Silva, que ficou conhecido por vender a Avocado — operação de dark stores que serviu de base para a criação do Turbo — à colombiana Rappi. Agora, ele direciona a Hexagon para um problema que considera emergente: a disputa das marcas deixou de ser apenas por aparecer na primeira página do Google e passou a ser pela resposta que os assistentes de IA entregam ao usuário.

    A tecnologia central da empresa é o GEO (Generative Engine Optimization), uma espécie de SEO adaptado à era da IA. Em vez de mirar o ranking do buscador, a solução trabalha para que as marcas sejam compreendidas, referenciadas e priorizadas pelos modelos de linguagem. No Brasil, a Hexagon já atende clientes como Loft, Getnet, Buser, BTG Pactual e Tako. A companhia também tem operação nos Estados Unidos, embora não tenha revelado nomes de clientes nem números de faturamento.

    Segundo Ramon, a estratégia até o aporte foi cuidadosa. "Optamos por investir primeiro em tecnologia e infraestrutura antes de escalar equipe", afirmou o CEO, que defende ter construído uma solução robusta para um problema "que está surgindo agora".

    A aposta da empresa vai além do GEO. A Hexagon acompanha de perto o Agentic Commerce Protocol (ACP), tecnologia que permite fechar compras dentro de ambientes de IA generativa, sem que o usuário precise sair da conversa — uma frente em que a empresa já opera nos Estados Unidos.

    As projeções de mercado ajudam a sustentar o apetite dos investidores. A Bain estima que o comércio agêntico movimente entre US$ 300 bilhões e US$ 500 bilhões nos EUA até 2030, o equivalente a 15% a 25% das vendas online. O Morgan Stanley trabalha com uma faixa de US$ 190 bilhões a US$ 385 bilhões, e um relatório da McKinsey chega a projetar US$ 1 trilhão apenas no varejo B2C americano.

    Para Ramon, os próximos passos se dividem em duas frentes: ampliar a base de clientes no Brasil e nos EUA e aprofundar a tecnologia, de um lado, e evangelizar o mercado, de outro. "Estamos vivendo a maior mudança na lógica de descoberta da internet desde o Google", afirmou. "As marcas que não forem compreendidas por esses modelos simplesmente deixam de existir nesse novo ambiente."


    Fonte original: Startups (startups.com.br) — https://startups.com.br/negocios/rodada-de-investimento/fundador-que-vendeu-turbo-ao-rappi-levanta-r-10m-para-sua-nova-startup/

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