Startup de saúde integrativa saiu do bootstrapping para captar com o grupo de investidores-anjo da FGV e já soma R$ 3,2 milhões de receita no ano, com o B2B crescendo 229% na comparação anual.
A healthtech brasileira HIT, especializada em soluções de saúde integrativa, recebeu aporte do GVAngels, grupo de investidores-anjo ligado à FGV, e projeta encerrar 2026 com faturamento de R$ 5 milhões. O valor do investimento não foi divulgado.
No acumulado do ano, a empresa já registra R$ 3,2 milhões em receita. O avanço é puxado pela operação corporativa: a frente B2B cresceu 229,48% na comparação entre 2025 e o período atual de 2026.
Do aplicativo ao RH das grandes empresas
Criada em 2021, a HIT nasceu como um aplicativo voltado ao consumidor final e migrou nos últimos anos para os modelos B2B e B2B2C. A plataforma reúne cerca de 100 mil usuários e vende às empresas programas de Vale Terapia, vivências corporativas, palestras e ferramentas próprias de mapeamento de bem-estar para departamentos de Recursos Humanos.
O ecossistema de parceiros inclui Wellhub, iFood Benefícios e Bradesco Seguros. A companhia manteve o posicionamento exclusivo em terapias integrativas desde a fundação, caminho distinto do de concorrentes que migraram a atuação prioritariamente para psicologia e saúde mental tradicional.
Entre as práticas apresentadas a gestores de RH durante o CONARH, evento em que a startup fez ativações ao lado de Wellhub, iFood Benefícios, TOTVS e VIK, estão mindfulness, aromaterapia, sound healing, astrologia e mesa quântica. Para a empresa, a presença no encontro indica que modalidades antes restritas ao público final vêm ganhando espaço na pauta de benefícios das grandes corporações.
Crescimento construído com recurso próprio
A trajetória financeira da HIT foi construída predominantemente em regime de bootstrapping, sem aportes externos volumosos, com break-even operacional alcançado em 2023. O faturamento saltou de R$ 455 mil naquele ano para R$ 1,2 milhão em 2024 e R$ 2,3 milhões em 2025.
O aporte do GVAngels marca a mudança de patamar. Além do capital, a startup passa a contar com o apoio estratégico do grupo para ampliar o relacionamento no mercado empresarial.
Fusão no radar para 2027
A companhia também iniciou o planejamento estratégico para buscar uma fusão ou incorporação em 2027. A meta é encontrar um parceiro com capacidade de distribuição, infraestrutura tecnológica e sinergia operacional capaz de ampliar a escala das terapias integrativas.
O movimento coloca a HIT em um mercado de benefícios corporativos que vive intensa consolidação no Brasil, com bancos digitais, plataformas de RH e operadoras de saúde disputando espaço na mesma prateleira de produtos.
Fonte original: Startupi



