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    Guarda Digital lança no Brasil a primeira plataforma integrada de Cofre Digital e planejamento póstumo

    Startup brasileira combina cofre criptografado, rede de guardiões e planejamento de legado em um único produto, e firma parceria com a Caixa Assistência para o lançamento nacional em maio de 2026.

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    Redação

    24 de julho de 20264 min de leitura
    Guarda Digital lança no Brasil a primeira plataforma integrada de Cofre Digital e planejamento póstumo

    O Guarda Digital, plataforma brasileira de cofre digital e planejamento de legado, anuncia oficialmente o lançamento de sua operação ao consumidor final. A plataforma permite que famílias organizem documentos, senhas, ativos digitais, desejos funerários e mensagens pessoais, com entrega controlada a guardiões e beneficiários previamente designados pelo titular. O lançamento ocorre em um momento decisivo para o tema no Brasil: a reforma do Código Civil, em tramitação no Senado, deve regulamentar pela primeira vez a herança digital no país.

    Diferentemente das soluções existentes no mercado nacional — em geral focadas em testamento eletrônico isolado ou em inventário pós-óbito —, o Guarda Digital opera com uma proposta integrada. A plataforma reúne, em um só ambiente, o cofre criptografado, a curadoria de instruções práticas para a família, o planejamento posterior à perda e a rede de pessoas de confiança que recebem acesso no momento certo. A arquitetura usa Shamir's Secret Sharing para distribuição da chave-mestra entre guardiões e o serviço de custódia da empresa, garantindo que nenhuma parte sozinha possa acessar o conteúdo do titular.

    Uma resposta ao caos que vem depois

    A empresa nasceu da experiência pessoal do fundador Sidney Pedrotti, que perdeu a mãe em 24 de dezembro de 2020 e enfrentou meses de desorganização administrativa, contas em débito, contas digitais inacessíveis e decisões financeiras que ninguém sabia tomar. A história não é tratada como caso isolado: dados de comportamento mostram que 70% das decisões funerárias no Brasil são tomadas por mulheres e que 85% dos filhos adultos gostariam que seus pais planejassem com antecedência — uma demanda represada que nunca encontrou um produto à altura.

    O CEO Sidney Pedrotti comenta: "A morte já é difícil. O caos que vem depois não precisa ser. O que mata as famílias depois de uma perda não é a dor — é não saber onde estão os documentos, as senhas, as decisões. É o que a gente resolve."

    Parceria com a Caixa Assistência

    A operação do Guarda Digital no consumidor final entra ao ar em maio de 2026 com integração à Caixa Assistência. A parceria adiciona aos planos pagos coberturas assistenciais — entre elas auxílio funeral, telemedicina, cuidado pet, farmácia e nutrição — operadas pela Caixa Assistência. No modelo, o Guarda Digital atua como Controlador dos dados sob a LGPD, e a Caixa Assistência como Operadora dos serviços assistenciais.

    A oferta cobre cinco planos, com mensalidades a partir de R$ 19,90 e o plano Família posicionado como o mais escolhido. Todos os planos pagos incluem o Inventário Digital Assistido — serviço que orienta a família após a perda no que diz respeito aos ativos digitais do titular.

    Contexto Regulatório: O PL 4/2025 e a herança digital

    O lançamento ocorre em sintonia com o debate legislativo nacional. O Projeto de Lei 4/2025, em tramitação no Senado Federal desde janeiro de 2025, propõe a atualização de mais de 900 artigos do Código Civil e a inclusão de cerca de 300 novos dispositivos, entre eles a criação de um capítulo específico sobre direito civil digital. O texto reconhece bens digitais — contas em redes sociais, senhas e arquivos com valor econômico — como integrantes da herança, mantendo proteção à privacidade das mensagens pessoais do falecido.

    A Comissão Temporária do Senado tem prazo final para parecer em 29 de junho de 2026, com votação prevista para a primeira semana de julho de 2026, abrindo, na sequência, a tramitação na Câmara dos Deputados. Para o Guarda Digital, a discussão pública sobre o tema reforça a urgência prática vivida por famílias que hoje precisam tratar de bens digitais sem regras consolidadas — situação que a plataforma busca organizar antes mesmo da lei entrar em vigor.

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