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    Gabriel atinge breakeven, salta de 4 para 45 cidades e prepara "super app" de segurança

    Após seis anos de operação e R$ 126 milhões captados, a startup de câmeras inteligentes registrou três meses consecutivos de Ebitda positivo e chegou ao break-even operacional. A receita cresceu 100% no último ano com uma equipe do tamanho da de 2022.

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    Redação

    16 de setembro de 20263 min de leitura
    Gabriel atinge breakeven, salta de 4 para 45 cidades e prepara "super app" de segurança

    Após seis anos de operação e R$ 126 milhões captados, a startup de câmeras inteligentes registrou três meses consecutivos de Ebitda positivo e chegou ao break-even operacional. A receita cresceu 100% no último ano com uma equipe do tamanho da de 2022.

    A Gabriel, startup que mantém uma rede privada de câmeras inteligentes conectada às polícias militares, atingiu o break-even operacional. O marco veio depois de três meses seguidos de Ebitda positivo e acompanha uma expansão que levou a companhia de quatro para 45 cidades desde janeiro.

    "Antes, se a gente não crescesse, a Gabriel quebrava, porque o custo fixo já estava contratado e o modelo dependia de escala. Agora, crescer virou uma opção", disse o CEO e cofundador Erick Coser em entrevista ao Startups.

    Como funciona a rede

    Criada em 2020, a empresa instala câmeras batizadas de Camaleões em condomínios, casas e comércios, sempre voltadas para a rua. A soma dos equipamentos de vários imóveis forma uma malha de vigilância que cobre bairros inteiros.

    São quase 22 mil câmeras em cerca de 8 mil prédios no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Minas Gerais e no Espírito Santo, que capturam 4 milhões de leituras de placas por dia. Os dados são repassados gratuitamente às polícias militares locais. Quando há ocorrência, o sistema gera dois alertas por minuto e consegue despachar uma viatura cerca de 15 segundos depois da passagem do veículo.

    O modelo comercial é de assinatura, com equipamentos em comodato. O ticket médio fica em torno de R$ 800 por mês, variando de R$ 400 a R$ 20 mil no caso de condomínios-clube. Os contratos duram quatro anos, e a primeira safra, de 2022, está em renovação com Net Dollar Retention de 115%.

    Verticalizar para baratear

    O break-even é resultado da combinação entre receita recorrente e operação altamente automatizada. A Gabriel cresceu 100% em receita no último ano e 200% no anterior, mas mantém uma equipe de tamanho semelhante à de 2022.

    O ganho de eficiência vem da verticalização: a empresa desenvolve internamente o hardware das câmeras e do roteador que as conecta à internet, em parceria com o mesmo fornecedor chinês há seis anos. Segundo Coser, comprar um roteador equivalente pronto custaria o dobro. A companhia afirma operar por cerca de 1% do custo do sistema público Smart Sampa, entregando metade da capacidade.

    Próximos passos

    Para 2027, a startup elenca três prioridades: seguir a expansão geográfica dentro do Brasil, avançar em novos segmentos — como o projeto "Bairro Seguro", uma assinatura compartilhada entre vizinhos — e ampliar o uso dos dados da rede para além da leitura de placas, identificando cor e modelo de veículos e cor de roupas de pedestres, sem recorrer ao reconhecimento facial. O aplicativo, hoje voltado a síndicos, deve evoluir para um "super aplicativo" de segurança pessoal.

    A Gabriel captou R$ 66 milhões em Série A liderada pelo SoftBank em 2021 e mais R$ 60 milhões em 2025, sendo R$ 35 milhões em equity com Astella, Qualcomm Ventures, Globo Ventures e Alter Global, e R$ 25 milhões em dívida. Uma nova rodada não está descartada, mas deixou de ser condição de sobrevivência.


    Fonte original: Startups

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