A healthfintech captou uma extensão de rodada Seed liderada pela Vox Capital, via fundo de coinvestimento com o Hospital Israelita Albert Einstein, e pela Criabiz Ventures, e usa o dinheiro para abrir ao consumidor final um marketplace que já atende 3.500 empresas e 200 mil vidas.
A Fiibo anunciou uma extensão da sua rodada Seed com valor não divulgado. O aporte foi liderado pela Vox Capital, por meio do fundo de coinvestimento que a gestora mantém com o Hospital Israelita Albert Einstein, e pela Criabiz Ventures. Também participaram a Headline, a IKJ Capital e a 040 Ventures.
A operação complementa a Seed de R$ 17,5 milhões levantada em 2023, que teve Headline e Vox Capital entre os investidores. As duas gestoras aumentaram participação nesta nova etapa.
Fundada em 2022, a Fiibo se posiciona como uma healthfintech, ou seja, uma camada de infraestrutura para o mercado de saúde suplementar. A empresa é liderada pelo fundador e CEO Ítalo Martins.
O movimento por trás do aporte é a mudança de foco da companhia. Até agora concentrada no B2B, a Fiibo abriu seu marketplace para pessoas físicas e microempreendedores, entrando no varejo da saúde.
Na prática, o site passou a exibir preços de planos de saúde de forma aberta, informação que historicamente circulava apenas por meio de corretores. Martins compara o movimento ao que a XP fez no mercado de investimentos há duas décadas, ao dar transparência a preços que eram pouco acessíveis ao consumidor.
O corretor não sai da equação. A tese da empresa é que ele deixa de ser o guardião da informação e passa a atuar como assessor ao longo da jornada de contratação, num modelo mais próximo do de assessoria financeira.
Os números ajudam a explicar o apetite dos investidores. A Fiibo atingiu o breakeven em julho de 2026 e atende hoje 3.500 empresas, o equivalente a 200 mil vidas. A receita cresceu mais de oito vezes nos primeiros seis meses de 2026.
Os recursos da extensão serão destinados a três frentes: reforço da infraestrutura tecnológica, ampliação dos canais de distribuição e conclusão de contratos que já estão no pipeline comercial.
A companhia também já sinalizou o próximo passo. A expectativa é levantar uma Série A mais robusta em 2027, quando a operação de varejo estiver madura e com histórico de receita suficiente para sustentar um cheque maior.
A aposta se apoia em um mercado ainda pouco digitalizado. A contratação de planos de saúde no Brasil segue majoritariamente offline e intermediada, com baixa comparabilidade de preços entre operadoras, o que abre espaço para plataformas que consigam padronizar a oferta e reduzir o atrito da contratação.
Fonte original: Startups.com.br



