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    Emilia AI capta US$ 1,5 milhão em pre-seed liderada pela Prosus e põe agentes de IA nas câmeras de restaurantes

    A Prosus, dona do iFood, liderou com US$ 1 milhão a rodada pre-seed de US$ 1,5 milhão da Emilia AI, startup que instala uma camada de inteligência artificial sobre as câmeras de segurança já existentes em bares e restaurantes. O restante veio de investidores-anjo do setor de tecnologia, cujos nomes não foram revelados.

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    Redação

    15 de setembro de 20263 min de leitura
    Emilia AI capta US$ 1,5 milhão em pre-seed liderada pela Prosus e põe agentes de IA nas câmeras de restaurantes

    A Prosus, dona do iFood, liderou com US$ 1 milhão a rodada pre-seed de US$ 1,5 milhão da Emilia AI, startup que instala uma camada de inteligência artificial sobre as câmeras de segurança já existentes em bares e restaurantes. O restante veio de investidores-anjo do setor de tecnologia, cujos nomes não foram revelados.

    Fundada em 2024 pelos colombianos Andrés Cajiao, que ocupa a cadeira de CEO, e Sebastian Rojo, na posição de CTO, a Emilia AI tem sede nos Estados Unidos, mas escolheu o Brasil como principal mercado. A tese parte de uma constatação simples: a infraestrutura de câmeras já está instalada na maioria dos estabelecimentos e é subutilizada, servindo apenas para revisar o que deu errado depois que o problema aconteceu.

    A plataforma cruza o que a câmera enxerga — status da mesa, comportamento do cliente, movimentação da equipe — com os dados do sistema de ponto de venda. Sobre essa combinação, a startup roda agentes de inteligência artificial com funções distintas.

    O primeiro deles, batizado de Coach, observa o salão em tempo real e aponta oportunidades perdidas de venda, como a sobremesa que não foi oferecida ou a bebida que deixou de ser sugerida. O segundo, o Sentinel, atua como camada antifraude e sinaliza o prato que sai da cozinha sem passar pelo caixa ou o dinheiro que não entra na registradora.

    "A Emilia foi construída para ser os olhos do dono no chão do restaurante, mesmo quando ele não está lá", afirma Cajiao.

    Rotatividade como gargalo estrutural

    O argumento comercial da startup se apoia em um problema crônico do setor. Segundo dados apresentados pela empresa, um bar ou restaurante brasileiro troca todo o seu quadro de funcionários a cada 16 meses, o que representa uma rotatividade superior a 70% ao ano — mais que o dobro da média do restante do setor de serviços.

    A aposta da Emilia AI é atacar esse gargalo pela ponta da remuneração. Se a ferramenta ajuda o garçom a vender mais e, consequentemente, a ganhar mais em gorjetas e comissões, a permanência na casa tende a aumentar.

    Entre os casos citados pela companhia estão o grupo Alife Nino, que teria registrado retorno de 28 vezes sobre o investimento na ferramenta, e a rede Jin Jin, que identificou fraudes na operação a partir dos alertas do sistema.

    Próximos passos

    Com o capital novo, a Emilia AI pretende seguir desenvolvendo a plataforma e acelerar a expansão no Brasil, onde boa parte dos restaurantes ainda opera com software de ponto de venda básico. Na sequência, o plano é avançar sobre o restante da América Latina.

    O aporte reforça a tese da Prosus de montar um ecossistema de tecnologia em torno do setor de alimentação, indo além do delivery e da logística para alcançar o que acontece dentro do próprio estabelecimento.


    Fonte original: Startups.com.br

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