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    Djassi Africa elege o Brasil como mercado prioritário e mira acelerar startups de founders sub-representados

    A organização de venture building fundada pelos irmãos guineenses Fernando e Rudolphe Cabral já reúne mais de 600 startups em seu ecossistema e aposta no Brasil para acelerar a expansão internacional focada em grupos sub-representados.

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    Redação

    11 de julho de 20262 min de leitura
    Djassi Africa elege o Brasil como mercado prioritário e mira acelerar startups de founders sub-representados

    A Djassi Africa quer transformar o Brasil em um de seus principais mercados de atuação. Criada em 2020 pelos irmãos guineenses Fernando e Rudolphe Cabral, a organização de venture building e investimento voltada a startups em estágio inicial já conta com mais de 600 empresas em seu ecossistema e vê no país o principal motor para escalar sua operação global.

    Para Fernando, General Partner da Djassi Ventures e Managing Partner da Djassi Africa, o Brasil concentra características estratégicas: abriga a maior diáspora africana do mundo, a segunda maior população negra do planeta — atrás apenas da Nigéria — e oferece escala de mercado somada à proximidade linguística com os países africanos de língua portuguesa. A tese é conectar essas pontas em um mesmo circuito de negócios.

    "Queremos fomentar o triângulo de negócios que une o Brasil, a África lusófona — Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Moçambique — e Portugal como ponto de entrada para a União Europeia", afirma o executivo.

    A organização nasceu da trajetória dos irmãos Cabral em áreas de inovação, produto e tecnologia. A proposta inicial de apoiar fundadores africanos foi ampliada ao longo dos anos: hoje o foco abrange todos os grupos sub-representados nos ecossistemas de inovação, com atuação concentrada nos estágios de ideação, pré-seed e seed.

    O modelo vai além do venture building. A Djassi conecta fundadores a investidores-anjo, fundos de venture capital, family offices, grandes empresas e mercados internacionais. Nem toda startup recebe aporte financeiro direto — em muitos casos, a contribuição está na estruturação do negócio desde o início. Do total que passou pelo ecossistema, entre 150 e 200 empresas integram a Djassi Ventures, unidade de aceleração, enquanto a Djassi Angels forma novos investidores-anjo.

    Fernando aponta que o maior desafio atual não é operacional, e sim de percepção: parte do mercado ainda associa o trabalho com founders sub-representados à filantropia. "Não estamos simplesmente ajudando pessoas, estamos criando as melhores startups do mercado", rebate.

    Para 2026 e 2027, a estratégia passa por fortalecer a presença no Brasil, nos países africanos de língua portuguesa e na Europa, onde a operação se concentra hoje em Reino Unido e Portugal, com planos de avançar para Itália, França e Irlanda.

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