Funding

    Conta Cheia capta R$ 50 milhões e acelera o crédito consignado privado para trabalhadores CLT

    A fintech, fundada em dezembro de 2025, levantou R$ 50 milhões junto a um fundo de investimentos para expandir sua operação B2B de consignado privado, depois de receber 134 mil pedidos de crédito em menos de seis meses.

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    Redação

    11 de julho de 20262 min de leitura
    Conta Cheia capta R$ 50 milhões e acelera o crédito consignado privado para trabalhadores CLT

    A Conta Cheia nasceu no fim de 2025 com uma proposta simples: oferecer crédito mais justo a quem tem carteira assinada. Pouco mais de seis meses depois, a fintech já contabiliza 134 mil pedidos de consignado privado, que somam mais de R$ 58 milhões em volume solicitado. É essa tração inicial que agora ganha combustível com um aporte de R$ 50 milhões, vindo de um fundo de investimentos.

    O foco da empresa é o trabalhador registrado em regime CLT, com pelo menos três meses de carteira assinada. O modelo permite empréstimos com desconto em folha de pagamento, juros mais baixos e prazos que chegam a 60 meses. As taxas começam em 3% ao mês, abaixo da média de 4,48% apontada pelo Ministério do Trabalho para linhas semelhantes. Todo o processo, da simulação à contratação, é digital.

    Com o novo capital, a Conta Cheia quer fortalecer sua frente B2B, ampliando convênios com médias e grandes empresas. O desenho é pensado para reduzir atrito: a companhia conveniada não tem custo operacional, integração de sistemas ou responsabilidade financeira. Ela apenas comunica a disponibilidade do benefício aos colaboradores, sem atuar como ofertante ou intermediadora.

    Segundo o CEO Gabriel Nasser, economista à frente do negócio, os convênios melhoram a qualidade da análise de crédito. Em vez do modelo de "leilão", no qual bancos disputam a mesma solicitação com base em dados automatizados, a fintech afirma reunir mais informações sobre o perfil do trabalhador e a empresa empregadora, o que ajudaria a reduzir fraudes e a oferecer condições mais competitivas.

    A expansão da modalidade ganhou impulso com as mudanças regulatórias de 2025, que ampliaram a autonomia do trabalhador para comparar propostas e escolher a instituição financeira. O pano de fundo também favorece a demanda: dados da CNC apontam que mais de 80% das famílias brasileiras estavam endividadas em abril de 2026.

    Para o COO Giovani Girotto, o momento é de consolidar a estrutura tecnológica e escalar. "Existe uma demanda reprimida enorme por crédito responsável dentro das empresas", afirma. Além da expansão comercial, a Conta Cheia trabalha na evolução de sua operação financeira, com ampliação de portfólio e reforço da infraestrutura de crédito.

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