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    Com aporte de US$ 18,5 milhões, Taste Labs vira fornecedora de dados humanos para laboratórios de IA

    A startup brasileira Taste Labs levantou US$ 18,5 milhões em venture capital para produzir dados especializados que ajudem modelos de IA a tomar decisões subjetivas, como avaliar estética, design e criatividade.

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    Redação

    1 de outubro de 20263 min de leitura
    Com aporte de US$ 18,5 milhões, Taste Labs vira fornecedora de dados humanos para laboratórios de IA

    A startup brasileira Taste Labs levantou US$ 18,5 milhões em venture capital para produzir dados especializados que ajudem modelos de IA a tomar decisões subjetivas, como avaliar estética, design e criatividade.

    Crédito: esta reportagem tem como base matéria publicada originalmente pela Exame. Leia o texto original em exame.com.

    Segundo reportagem da Exame, a Taste Labs atua em uma frente ainda pouco explorada da inteligência artificial: o julgamento subjetivo. Em vez de competir na construção de modelos cada vez maiores, a empresa aposta que o próximo salto de qualidade da IA virá de dados produzidos por especialistas humanos, capazes de separar um resultado genérico de uma criação de alto nível.

    A tese parte de um problema conhecido do mercado. Em áreas como matemática e programação, o desempenho de um modelo pode ser medido com precisão, porque existe uma resposta certa. Já em design, música ou escrita criativa não há gabarito, e os modelos tendem a convergir para resultados medianos e facilmente reconhecíveis como "feitos por IA".

    Como funciona

    O fenômeno tem nome: "AI slop", expressão usada para descrever o volume crescente de conteúdo de baixa qualidade gerado em massa por ferramentas de IA. A Taste Labs se posiciona justamente como antídoto para esse cenário.

    Para isso, a empresa mantém uma rede de designers chamados de "tastemakers". Esses profissionais avaliam saídas geradas por IA e transformam critérios subjetivos, como composição visual, coerência e refinamento estético, em dados estruturados que os sistemas conseguem aprender.

    O modelo de negócio é voltado a laboratórios de inteligência artificial. A startup fornece avaliações, benchmarks e dados de pós-treinamento, etapa em que os modelos são ajustados para responder melhor a tarefas específicas.

    Números e detalhes

    Segundo Marcelo Afonseca, um dos fundadores, a empresa já construiu relacionamento com grandes laboratórios do setor, mas não revela os nomes dos clientes. Os investidores da rodada de US$ 18,5 milhões e o estágio da captação também não foram divulgados.

    O aporte será usado para ampliar a produção de dados especializados e o treinamento de modelos voltados a tarefas subjetivas. A companhia também não abriu números de receita, tamanho da equipe ou quantidade de especialistas na rede.

    Próximos passos

    Hoje concentrada em design e estética, a Taste Labs planeja levar a mesma abordagem para outros campos criativos, como música, cinema e escrita criativa.

    A captação coloca a startup brasileira em um segmento que ganhou tração global: o de empresas que fornecem dados de alta qualidade e avaliação humana para os grandes desenvolvedores de modelos. Com a disputa entre laboratórios cada vez mais centrada em qualidade de resposta, e não apenas em escala, o mercado de dados especializados tende a ganhar peso nas próximas rodadas do setor.


    Fonte original: Exame — "A startup brasileira de US$ 18,5 mi que quer ensinar 'bom gosto' à inteligência artificial"

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