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    Cofundador do Waze escolhe o Brasil como primeiro mercado de sua academia para founders

    Uri Levine lança nesta sexta-feira, 28, a Uri Levine Startup Academy, plataforma com 11 módulos e mais de 70 videoaulas que estreia no país antes de qualquer outro mercado. O curso custa US$ 997 à vista.

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    Redação

    28 de agosto de 20263 min de leitura
    Cofundador do Waze escolhe o Brasil como primeiro mercado de sua academia para founders

    Uri Levine lança nesta sexta-feira, 28, a Uri Levine Startup Academy, plataforma com 11 módulos e mais de 70 videoaulas que estreia no país antes de qualquer outro mercado. O curso custa US$ 997 à vista.

    O empreendedor serial Uri Levine, cofundador do Waze e do Moovit, lança nesta sexta-feira, 28, a Uri Levine Startup Academy. O Brasil foi escolhido como o primeiro mercado da plataforma, criada em parceria com o também empreendedor Guy Even Ezra.

    A escolha tem lastro operacional. O Brasil foi o principal mercado do Moovit e o segundo maior do Waze, atrás apenas dos Estados Unidos.

    "Esse curso é uma forma de retribuir ao país, ao mesmo tempo em que percebo no Brasil um grande potencial de criação de valor", afirmou Levine em entrevista ao Startups.

    Como funciona

    A plataforma combina videoaulas, sessões ao vivo de perguntas e respostas, atividades práticas, playbooks e uma comunidade de fundadores. A estrutura inicial tem 11 módulos e mais de 70 videoaulas, cobrindo desde a identificação do problema até crescimento, escala e saída.

    Não há processo seletivo nem limite de participantes. A primeira aula fica disponível gratuitamente no site do programa. Depois disso, o valor é de US$ 997 à vista ou US$ 1.188 parcelado em quatro vezes de US$ 297.

    Entre os temas abordados estão validação de ideias, product-market fit, modelos de negócio, formação de equipes, desenvolvimento de produtos, aquisição de usuários, go-to-market, captação de recursos, inteligência artificial e escala.

    "Apaixone-se pelo problema"

    Autor dos livros Fall in Love with the Problem, Not the Solution e Simple Wins, Levine defende que startups relevantes nascem de problemas reais dos consumidores — e não do fascínio pela tecnologia.

    Para ele, essa questão se torna ainda mais crítica com a popularização da inteligência artificial, que permite construir protótipos e produtos em velocidade muito maior, mas também amplia a concorrência.

    "A IA é uma ferramenta de produtividade, mas a essência do empreendedorismo permanece a mesma, é preciso começar pelo problema. O que eu vejo hoje, com a IA, são muitas startups começando pela solução, não pelo problema. E esse é um dos principais motivos de falência de um negócio, criar uma solução para um problema que não existe", diz.

    O empreendedor avalia que o desafio de chegar ao mercado também tende a crescer. Com mais produtos sendo lançados rapidamente, conquistar atenção do consumidor e fazer aquisição de usuários fica mais difícil.

    Metodologia global com camada local

    A base do conteúdo vem da trajetória do próprio Levine. O Waze foi comprado pelo Google em 2013 por cerca de US$ 1,1 bilhão. O Moovit, do qual ele foi investidor e conselheiro, foi adquirido pela Intel em 2020 por aproximadamente US$ 1 bilhão.

    Ainda assim, a proposta não é traduzir para o português um material pensado para outros mercados. Especialistas e fundadores brasileiros vão participar da produção de conteúdos voltados a desafios específicos do país, em temas como questões jurídicas, aquisição de usuários e estratégias de go-to-market — frentes que variam bastante de um mercado para outro.


    Fonte original: Startups

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