Fundada em 2024, a empresa de infraestrutura financeira baseada em stablecoins já reúne 125 clientes institucionais ativos e registra volume anualizado de US$ 2 bilhões.
A Bloquo, empresa de infraestrutura financeira baseada em stablecoins, fechou uma rodada seed com captação superior a R$ 20 milhões. A operação foi co-liderada pela Crescera Capital e pela Triaxis Capital, com participação da Lattice Capital e de outros investidores.
É a primeira captação institucional de venture capital da empresa. Antes, a Bloquo havia levantado uma rodada pre-seed com investidores-anjo em 2025.
Tração em pouco mais de um ano
Fundada em 2024, a Bloquo conecta instituições financeiras e empresas à infraestrutura global de ativos digitais. A companhia já soma 125 clientes institucionais ativos, registra volume anualizado de US$ 2 bilhões e fez pedido de cadastro no Banco Central como Corretora de Ativos Virtuais.
"Essa rodada não muda a tese da Bloquo, ela nos dá os recursos para executá-la em outra escala", afirma Carlos Russo, CEO da empresa. Segundo ele, a Bloquo comprovou em pouco mais de um ano que existe uma demanda institucional relevante por infraestrutura de stablecoins.
Para onde vai o dinheiro
Os recursos serão aplicados em cinco frentes: capital regulatório para a operação brasileira, avanço das autorizações e licenças necessárias, desenvolvimento de produtos e tecnologia, ampliação da equipe e expansão comercial.
A estratégia é aumentar a participação das operações processadas diretamente pela plataforma e por suas APIs, reduzindo a dependência de estruturas intermediárias.
Três linhas de negócio
Nos próximos 12 a 24 meses, a empresa pretende acelerar três frentes. A primeira é a oferta de liquidez em stablecoins (Liquidity Provisioning), que sustenta o volume de operações. A segunda é a orquestração de pagamentos (Payments Orchestration), que permite usar essa liquidez em transações internacionais.
A terceira é o VASP-as-a-Service, modelo em que instituições financeiras, corretoras, provedores de serviços de pagamento (PSPs), exchanges e carteiras digitais oferecem serviços com stablecoins aos próprios clientes usando a infraestrutura da Bloquo.
"Em vez de o cliente montar separadamente liquidez, câmbio, pagamentos, compliance e tecnologia, a Bloquo integra essas camadas em uma única plataforma", diz Russo.
Brasil e Estados Unidos
A Bloquo já opera estruturas no Brasil e nos Estados Unidos, onde é registrada como Money Services Business junto ao FinCEN. A empresa trabalha para ampliar sua rede de parceiros bancários, contas internacionais, corredores de pagamento e capacidade de liquidação.
O planejamento inclui novas rotas de pagamentos internacionais, infraestrutura de contas em dólares e a expansão das soluções white-label e das APIs. "A prioridade é conectar o Brasil a um número crescente de corredores internacionais", afirma o CEO.
Ex-Transfero
Os sócios da Bloquo foram cofundadores e executivos da Transfero até 2023 e participaram da criação do BRZ, a primeira stablecoin brasileira, segundo a empresa. A Bloquo surgiu da percepção de que as stablecoins se consolidavam como alternativa para pagamentos globais, mas que instituições e empresas ainda dependiam de uma cadeia fragmentada de bancos, provedores de liquidez, soluções de compliance e tecnologia para operar esses ativos em escala.
Fonte original: Bloquo (comunicado à imprensa)



