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    Bepass leva biometria facial de estádios para Chile e Colômbia e projeta saltar de R$ 15 milhões para R$ 26 milhões em 2026

    A startup fundada em 2022 já atende nove estádios brasileiros, estreia em novos mercados da América Latina e prepara pagamento por reconhecimento facial e validação de meia-entrada para chegar a R$ 44 milhões em 2027.

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    Redação

    8 de setembro de 20263 min de leitura
    Bepass leva biometria facial de estádios para Chile e Colômbia e projeta saltar de R$ 15 milhões para R$ 26 milhões em 2026

    A startup fundada em 2022 já atende nove estádios brasileiros, estreia em novos mercados da América Latina e prepara pagamento por reconhecimento facial e validação de meia-entrada para chegar a R$ 44 milhões em 2027.

    Desde junho de 2025, estádios brasileiros com mais de 20 mil lugares são obrigados a ter identificação biométrica no acesso do público. A Bepass chegou antes da regra — e transformou a antecipação em fatia de mercado.

    Fundada em 2022, a startup recebeu no mesmo ano uma proposta do Palmeiras para instalar reconhecimento facial no estádio do clube. Hoje são nove arenas atendidas no Brasil, além de operações na Argentina e no Chile. O faturamento somou R$ 15 milhões em 2025 e a projeção para este ano é de R$ 26 milhões, puxada pela internacionalização e por novos produtos.

    "Ainda são poucas as empresas que fazem isso no mundo, e nenhuma opera no volume que conseguimos. Como a biometria facial se tornou obrigatória no Brasil, hoje fazemos um volume de acessos a estádios que nenhuma outra empresa no mundo alcança", diz Ricardo Cadar, fundador e CEO da Bepass.

    Do condomínio comercial ao Maracanã

    Formado em engenharia civil, Cadar começou a empreender aos 19 anos no setor. Foi por meio da própria construtora que conheceu uma empresa de biometria facial, na qual o negócio investiu em busca de novas frentes. Depois de dois anos morando nos Estados Unidos estudando a tecnologia, ele abandonou a engenharia.

    Aquela primeira companhia se especializou em atendimento governamental, sobretudo escolas. Cadar sugeriu avançar sobre o mercado privado, não foi acompanhado pelo sócio e saiu para criar a Bepass, mirando condomínios comerciais. A proposta do Palmeiras, que buscava combater o cambismo em 2022, provocou o pivô.

    Em 2023 a solução já estava implementada — mesmo ano do anúncio da obrigatoriedade da biometria nos estádios acima de 20 mil lugares, com prazo de dois anos para adaptação. Entre as arenas atendidas hoje estão Maracanã, MorumBIS, Nilton Santos, Vila Belmiro, Arena do Grêmio e Arena Crefisa Barueri.

    O modelo comercial explica parte da tração: a Bepass banca todo o investimento inicial, incluindo catracas, equipamentos e sistemas, sem custo para o clube, e é remunerada por acesso realizado.

    Pagamento facial, meia-entrada e o gargalo do capital

    A expansão internacional começou pela Argentina, com o Club Atlético Vélez Sarsfield, e avança agora para o Chile. Neste ano a empresa mira Argentina, Chile e Colômbia; em 2027, México e Estados Unidos. A Europa ficou de fora por ora, segundo Cadar, por conta de legislação de proteção de dados mais restritiva.

    Duas novas funcionalidades devem reforçar a receita. O Bepass Pay permite pagamentos dentro dos estádios pela própria biometria facial. O produto de meia-entrada valida previamente quem tem direito ao benefício.

    "Hoje, clubes e produtores perdem muito dinheiro porque é difícil verificar quem realmente tem direito à meia-entrada. Nós fazemos essa validação previamente ao evento, ajudando a reduzir essa perda e a gerar uma receita adicional para os organizadores", afirma o CEO. Parte dessa receita extra fica com a Bepass.

    O gargalo é financeiro. Como a empresa investe antes e recupera o valor ao longo de contratos de quatro a cinco anos, o crescimento depende de capital. "O maior desafio, nesta fase de investimento, é justamente financiar o nosso modelo", diz Cadar. Com juros elevados no Brasil, a dívida foi considerada inviável, e a companhia recorre à venda de participação societária para fundos. A meta para 2027 é chegar a R$ 44 milhões de faturamento.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/negocios/startup-de-biometria-para-estadios-expande-na-america-latina-para-chegar-aos-r-26-milhoes/

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