A plataforma de wealth management voltada a fundadores de startups incorporou a gestora fundada por Natan Epstein, que assume como CIO, e anunciou entrada no mercado de crédito com um FIDC próprio previsto para 2026.
A Beacon, plataforma de gestão de patrimônio dedicada a empreendedores de tecnologia, anunciou nesta quinta-feira (13) a aquisição da 314 Capital, gestora fundada em 2023 por Natan Epstein. Com a operação, o executivo passa a ocupar a cadeira de CIO da companhia.
A incorporação amplia a capacidade da Beacon de atuar no mercado regulado de gestão de recursos e permite reunir, sob uma mesma estrutura, investimentos líquidos e ilíquidos. A meta declarada é chegar a R$ 1 bilhão sob gestão.
O movimento marca uma virada de escopo. Em comunicado ao mercado, a Beacon informou que está entrando no mercado de crédito e pretende lançar ainda em 2026 um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) próprio, desenhado para financiar startups que já fazem parte da sua rede.
Segundo a companhia, a proximidade construída com os fundadores deve funcionar como canal de originação: de um lado, permite identificar oportunidades de crédito entre empresas que a casa já acompanha; de outro, oferece aos clientes acesso a uma nova classe de ativos.
"A jornada do fundador não termina quando a empresa cresce. Pelo contrário: é nesse momento que surgem novos desafios relacionados ao patrimônio, à família e ao legado", afirmou a companhia no comunicado, ao justificar a ampliação do portfólio de serviços.
Uma base de mais de 200 fundadores
A Beacon já reúne mais de 200 fundadores em seus Equity Pools, estrutura que permite a empreendedores diversificar posições concentradas no próprio negócio. É sobre essa base que a empresa pretende montar a nova operação de crédito.
A aquisição veio acompanhada de reforço no quadro societário. Alfredo Cunha, com passagens por BTG Pactual e Julius Baer, e Juliana Brasil, ex-BTG e ex-Deloitte, chegam como novos sócios.
Com a 314 Capital integrada, a oferta da Beacon passa a combinar gestão de investimentos, apoio jurídico e, em breve, crédito — um pacote que a aproxima do modelo de multi-family office, mas com recorte setorial específico no ecossistema de tecnologia.
O anúncio ocorre em um período de maior seletividade do mercado brasileiro de venture capital, em que instrumentos de dívida como os FIDCs têm sido acionados por startups como alternativa a rodadas de equity.
*Fonte original: Startups
*Fonte complementar: NeoFeed



