Startups

    Bamba nasce com R$ 2 milhões de Arturo Isola, ex-Amazzoni Gin, e mira R$ 23 milhões em 2027 com refrigerante prebiótico

    Quatro anos após vender a Amazzoni Gin para a francesa Pernod Ricard, o empreendedor italiano Arturo Isola volta ao mercado de bebidas com a Bamba, marca de refrigerantes com fibra prebiótica que estreia com investimento pré-operacional de R$ 2 milhões e projeta faturar R$ 23 milhões em 2027.

    R

    Redação

    20 de julho de 20263 min de leitura
    Bamba nasce com R$ 2 milhões de Arturo Isola, ex-Amazzoni Gin, e mira R$ 23 milhões em 2027 com refrigerante prebiótico

    Isola construiu sua primeira empresa quase por acaso. Arquiteto de formação, começou destilando gim na cozinha de casa, no Rio de Janeiro, até transformar a receita na Amazzoni Gin, lançada comercialmente em 2017. Em 2021, a marca — que faturava R$ 12 milhões por ano — foi comprada pela multinacional Pernod Ricard por um valor não divulgado. Ele permaneceu três anos como consultor externo, dedicado à expansão internacional.

    Agora, aos 53 anos, o empreendedor troca o destilado de nicho por uma categoria de consumo de massa. A Bamba entra no mercado com três sabores — cola, guaraná e açaí — e um posicionamento funcional: cada lata tem 3 gramas de fibra prebiótica solúvel, vitamina C, zero sódio, 24 calorias e 6 gramas de açúcar proveniente da fruta, sem adição de açúcar. A versão de cola, feita com capim-limão e gengibre, não leva cafeína.

    A empresa estima faturar R$ 2 milhões nos primeiros seis meses e alcançar R$ 23 milhões em 2027, seu primeiro ano completo de operação — mais de 11 vezes a receita esperada para o semestre inicial. Para reduzir risco e concentrar capital em produto, marca e distribuição, a produção é terceirizada, e a estrutura reúne 15 profissionais entre funcionários e prestadores.

    Desta vez, Isola decidiu não empreender sozinho. Entre os sócios-investidores está Edoardo Tonolli, um dos fundadores da rede de gelaterias Bacio di Latte, que participa como investidor estratégico. A empresa também reuniu sócios com experiência em varejo, distribuição, finanças e tecnologia.

    O timing tenta acompanhar uma tendência global. No Brasil, o mercado de bebidas funcionais movimentou pouco mais de R$ 1 bilhão em 2025, segundo a Euromonitor, e a estimativa é que o setor global avance de US$ 143 bilhões para US$ 238 bilhões até 2033. Nos Estados Unidos, marcas como Poppi e Olipop popularizaram os refrigerantes prebióticos — a Poppi foi comprada pela PepsiCo por US$ 1,95 bilhão em 2025, movimento que atraiu também a Coca-Cola e, no Brasil, a Ambev.

    Justamente por isso, o desafio é grande. A Bamba disputa espaço com gigantes de escala industrial e distribuição nacional. A estratégia inicial é evitar o confronto direto no varejo tradicional e começar pelo e-commerce, marketplaces e estabelecimentos ligados ao universo de bem-estar, como cafeterias, restaurantes, academias e hotéis, com equipes em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

    Isola chama a empreitada de sua "segunda montanha". Na primeira, aprendeu a administrar uma empresa enquanto uma categoria emergia. Agora, começa com capital, sócios e experiência — mas em um mercado muito maior e mais competitivo.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/negocios/apos-vender-marca-para-gigante-francesa-este-italiano-fara-milhoes-com-refri-saudavel-no-brasil/

    R

    Escrito por

    Redação

    O portal de notícias do ecossistema de startups brasileiro.

    Fique por dentro

    Receba as principais notícias do ecossistema de startups brasileiro direto no seu email. Sem spam, apenas conteúdo relevante.

    Leia também