A rodada contou ainda com a participação da Norte Ventures, da americana Gilgamesh e da Grão VC, e marca a saída oficial da Aro do modo stealth. Fundada em agosto de 2024 por Pedro Milanez — primeiro funcionário do Nubank e cofundador da proptech Lastro, que captou Série A de R$ 85 milhões com a Prosus — e Yuri Mannes, ex-vice-presidente de inovação do BR Media Group, a empresa nasceu com a tese de que a explosão de serviços financeiros no Brasil ainda não foi acompanhada por uma camada de atendimento adequada para a base da pirâmide.
A plataforma utiliza inteligência artificial e dados comportamentais para mapear a situação financeira de cada usuário e orientá-lo sobre como acessar crédito em condições adequadas. Atualmente, a Aro trabalha com cinco parceiros de crédito para os quais direciona clientes, acompanhando-os até a conclusão da operação. A fintech também opera uma linha própria de crédito pessoal sem garantia, com tíquetes de até R$ 200, utilizando a licença bancária da Celcoin.
Em cinco meses de MVP, lançado em novembro de 2025, mais de 100 mil pessoas já utilizaram a plataforma. A fintech originou mais de R$ 2 milhões em crédito com recursos próprios e projeta atingir US$ 1 milhão em receita recorrente anual (ARR) até o fim do primeiro semestre de 2026. Até dezembro, o plano é integrar mais 15 parceiros de crédito à plataforma.
A tese da Aro se insere em um movimento mais amplo do ecossistema brasileiro de startups: a aplicação de agentes de IA em serviços financeiros. Com o amadurecimento das regulações do Banco Central e a crescente digitalização do crédito, fintechs que conseguirem combinar tecnologia de ponta com foco em inclusão financeira tendem a atrair cada vez mais atenção de investidores.
Fonte original: NeoFeed — https://neofeed.com.br/startups/a-tese-da-fintech-de-agente-para-credito-que-atraiu-onevc-e-17sigma/


