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    Após vender a BR Media por R$ 1 bilhão, Celso Ribeiro funda a Paros Ventures e mira cheques de até R$ 5 milhões em Série A

    O empreendedor que vendeu a BR Media à Publicis criou uma gestora de capital próprio com duas teses descorrelacionadas: startups nativas de inteligência artificial e empresas tradicionais da economia real. A Uncover, a FlyMedia e a fintech Nexa Finance já estão no portfólio.

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    Redação

    3 de setembro de 20263 min de leitura
    Após vender a BR Media por R$ 1 bilhão, Celso Ribeiro funda a Paros Ventures e mira cheques de até R$ 5 milhões em Série A

    O empreendedor que vendeu a BR Media à Publicis criou uma gestora de capital próprio com duas teses descorrelacionadas: startups nativas de inteligência artificial e empresas tradicionais da economia real. A Uncover, a FlyMedia e a fintech Nexa Finance já estão no portfólio.

    Celso Ribeiro protagonizou uma das maiores transações do mercado publicitário brasileiro ao vender a BR Media para a Publicis, em operação que o mercado estima em R$ 1 bilhão. Sócio de 30% da empresa, o empreendedor agora coloca parte desse capital para trabalhar do outro lado da mesa.

    Ribeiro acaba de fundar a Paros Ventures, uma firma de venture capital que vai investir exclusivamente com capital próprio. A gestora nasce com duas teses de investimento que, segundo o fundador, são deliberadamente descorrelacionadas.

    De um lado, a Paros busca empresas nativas de inteligência artificial com potencial para "disruptar uma indústria inteira". Do outro, investe em companhias tradicionais da economia real, apostando na leitura de que marca, cultura e comunidade tendem a ganhar relevância numa era de escassez de atenção.

    "Queremos investir tanto nas empresas insurgentes de AI capazes de transformar indústrias, quanto nas companhias da economia real que atuam naquilo que a tecnologia não consegue comoditizar: marca forte, cultura, confiança, comunidade e desejo humano", afirmou Ribeiro ao Brazil Journal.

    Cheques de R$ 2 a R$ 5 milhões

    O investidor não abre o volume total alocado na gestora, mas informa que o plano é fazer aportes de R$ 2 milhões a R$ 5 milhões por startup, entrando tipicamente em rodadas Série A. A Paros não faz prospecção ativa: co-investe ao lado de fundos em que confia.

    A contrapartida é um envolvimento operacional acima da média. Ribeiro quer atuar como advisor do CEO nas investidas e liderar algum comitê operacional — e costuma negociar ao menos dobrar sua participação na empresa em relação ao que comprou na rodada.

    O fundador é crítico do modelo tradicional de conselheiro. Segundo ele, a cadeira do CEO é solitária e muitos fundadores não enxergam nos fundos uma figura capaz de ajudar de fato.

    O portfólio até aqui

    Um dos primeiros investimentos da Paros foi a Uncover, startup que usa inteligência artificial na mensuração de mídia. Ribeiro entrou na rodada de junho, liderada pela Cloud9 Capital, e assumiu papel de advisor e a liderança do comitê de go to market.

    Na vertical de IA, o portfólio inclui ainda a FlyMedia, que usa inteligência artificial para criar influenciadores digitais, e a fintech Nexa Finance.

    Na vertical de consumo, a gestora fez dois aportes sob a mesma tese. Primeiro na americana Liquid Death, avaliada em mais de US$ 1 bilhão vendendo água e energéticos com branding descolado; depois na brasileira Dane-se, que executa estratégia semelhante no país.

    A Paros também é investidora da Droper, marketplace de sneakers, e da Baw, marca de vestuário comprada pela Arezzo e revendida aos fundadores anos depois. Ribeiro conheceu os fundadores da Baw em 2017 e passou a ajudá-los sem ser investidor; um ano depois, recebeu 10% da empresa sem aporte de capital. Na recompra junto à Azzas, ficou com 30% do negócio.

    Para selecionar as investidas, o critério declarado passa menos pelo setor e mais pelo perfil do fundador — o que ele chama de "hungry dog".


    Fonte original: Brazil Journal

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