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    Ânima coloca IA própria em 400 mil alunos e redesenha o modelo de avaliação do ensino superior

    A Ânima Educação está reformulando seu modelo de avaliação acadêmica com apoio da IARA, inteligência artificial proprietária já usada por 400 mil estudantes em 18 instituições do grupo. A rede também capacita 15 mil educadores em IA.

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    Redação

    6 de setembro de 20263 min de leitura
    Ânima coloca IA própria em 400 mil alunos e redesenha o modelo de avaliação do ensino superior

    A Ânima Educação está reformulando seu modelo de avaliação acadêmica com apoio da IARA, inteligência artificial proprietária já usada por 400 mil estudantes em 18 instituições do grupo. A rede também capacita 15 mil educadores em IA.

    A informação foi publicada primeiro pelo Startups.com.br, em reportagem de Gabriela Del Carmen.

    A Ânima Educação anunciou uma reformulação do seu modelo de avaliação acadêmica como parte de uma estratégia mais ampla de reposicionamento. A proposta é medir a capacidade de aprendizado do aluno ao longo do curso, e não apenas conceder o diploma ao final.

    Segundo Paula Harraca, CEO da companhia, o modelo tradicional do ensino superior — fatiado em disciplinas isoladas como matemática financeira e contabilidade — está dando lugar a "unidades curriculares" que combinam teoria e prática em torno de problemas reais.

    Um aluno de administração, por exemplo, deixa de estudar matemática financeira separadamente de contabilidade. A formação passa a partir de um tema como valuation, aplicado a empresas como AWS ou Microsoft.

    "Nós não vendemos diplomas. Nós cuidamos de uma experiência de aprendizagem que tem que garantir que o jovem leve do curso a capacidade de aplicar o que aprendeu às necessidades do mercado", afirmou a executiva durante o Arena Impacto, evento da Solinftec realizado em São Paulo.

    Metodologia alemã e 500 empresas na sala de aula

    Para viabilizar o modelo, a Ânima adotou uma metodologia alemã de ensino dual. Cerca de 500 empresas participam levando problemas reais para a sala de aula, enquanto o conteúdo é atualizado a partir das demandas identificadas no mercado.

    A rede afirma ser a maior usuária da plataforma dual no mundo, superando inclusive os números registrados na Alemanha.

    IARA no centro da operação

    A mudança vem acompanhada de uma transformação na própria métrica de aprendizagem. A companhia utiliza inteligência artificial para mensurar a capacidade de aprender do estudante, e não apenas o conteúdo retido.

    Em vez da escala tradicional de notas, com conceitos como A, A+ ou A-, a rede estuda adotar um sistema binário de aprovação, movimento que Paula diz já observar em outros países.

    "Conhecimento, ChatGPT é uma parte. Mas o valor está nas competências, na capacidade de ter pensamento crítico, trabalhar em equipe, a curiosidade, a vontade de aprender, superar o desafio", disse a CEO.

    A estratégia é sustentada pela IARA — Inteligência Artificial de Ressignificação da Aprendizagem —, desenvolvida internamente e integrada à Ulife, plataforma proprietária que concentra a vida acadêmica dos estudantes.

    A IARA sugere conteúdos aos alunos, propõe perguntas e projetos aos professores e, segundo a executiva, prepara aulas com um clique. O objetivo é liberar tempo dos docentes para mentoria e acompanhamento socioemocional, inclusive em casos com risco de evasão.

    Atualmente, 15 mil educadores da Ânima passam por um processo interno de capacitação em IA, com um "evangelizador" dedicado a treinar o corpo docente. A IARA já é utilizada por 400 mil estudantes em 18 instituições do grupo.


    Fonte: Ânima redesenha modelo de ensino em meio ao avanço da IA, Startups.com.br, 04/09/2026.

    Nota da redação: matéria atualizada em 29/09/2026 para incluir o crédito ao Startups.com.br.

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