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    A5X capta R$ 360 milhões em Série D com Morgan Stanley e Goldman Sachs e vai a valuation de R$ 2,7 bilhões

    A futura bolsa de derivativos fundada por ex-executivos da XP levantou R$ 360 milhões em uma rodada liderada por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Kaszek. Com o aporte, a A5X acumula mais de R$ 730 milhões captados desde 2023 e passa a valer R$ 2,7 bilhões.

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    Redação

    16 de setembro de 20263 min de leitura
    A5X capta R$ 360 milhões em Série D com Morgan Stanley e Goldman Sachs e vai a valuation de R$ 2,7 bilhões

    A futura bolsa de derivativos fundada por ex-executivos da XP levantou R$ 360 milhões em uma rodada liderada por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Kaszek. Com o aporte, a A5X acumula mais de R$ 730 milhões captados desde 2023 e passa a valer R$ 2,7 bilhões.

    A A5X anunciou a captação de uma Série D de R$ 360 milhões, o maior cheque da sua história e um recado direto ao mercado: a empresa quer mesmo desafiar o monopólio da B3 no segmento de derivativos brasileiro.

    A rodada foi liderada por Morgan Stanley, Goldman Sachs e Kaszek, e contou com a participação de investidores que já estavam no cap table, como IMC, Jump Trading, Optiver, XTX Markets e ABN AMRO Clearing. A XP também exerceu sua opção de compra e passou a integrar a base de acionistas da companhia.

    Com o novo aporte, a A5X chega a mais de R$ 730 milhões levantados em quatro rodadas desde a fundação. O valuation da empresa subiu para R$ 2,7 bilhões.

    De dentro da XP para o outro lado do balcão

    A companhia foi fundada em 2023 por Carlos Ferreira e Karel Luketic, ambos ex-sócios e executivos da XP, ao lado de Julian Chediak e de Nilson Monteiro, cofundador da corretora Ideal. A tese nasceu de um diagnóstico incômodo para o mercado financeiro local: a concentração quase total da negociação e da liquidação de derivativos em uma única infraestrutura.

    A proposta da A5X é construir uma alternativa completa, com negociação e clearing próprios. Para isso, a empresa combina a tecnologia do London Stock Exchange Group (LSEG), dono da Bolsa de Londres, com uma camada de infraestrutura desenvolvida internamente e calibrada para as particularidades do mercado brasileiro.

    Caixa até o breakeven

    Hoje com mais de 200 funcionários, a A5X prevê iniciar as operações no segundo trimestre de 2027. Até lá, a empresa opera em regime de construção, sem receita relevante — o que explica o tamanho do cheque.

    Os recursos da Série D serão usados para bancar a operação até o breakeven. Uma parte relevante do montante é destinada ao capital regulatório exigido de quem pretende atuar como infraestrutura de mercado, exigência que funciona como barreira de entrada natural no setor. O restante vai para a escala da operação e para a finalização da plataforma.

    A presença simultânea de bancos globais, formadores de mercado de alta frequência e casas de clearing internacionais no cap table sinaliza que a disputa por liquidez no mercado brasileiro de derivativos deve começar antes mesmo do primeiro pregão da A5X.


    Fonte original: Startups

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