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    a16z levanta US$ 1,1 bilhão no Machine Age Fund e assume o hardware como frente oficial de investimento

    A Andreessen Horowitz anunciou o Machine Age Fund, veículo de US$ 1,1 bilhão dedicado à infraestrutura física da inteligência artificial. O fundo vai investir de chips, memória, redes e armazenamento a data centers, robótica e dispositivos domésticos com IA.

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    Redação

    31 de agosto de 20263 min de leitura
    a16z levanta US$ 1,1 bilhão no Machine Age Fund e assume o hardware como frente oficial de investimento

    A Andreessen Horowitz anunciou o Machine Age Fund, veículo de US$ 1,1 bilhão dedicado à infraestrutura física da inteligência artificial. O fundo vai investir de chips, memória, redes e armazenamento a data centers, robótica e dispositivos domésticos com IA.

    O anúncio foi feito na quinta-feira (28) por Ben Horowitz, Martin Casado, Raghu Raghuram, David Ulevitch e David George, sócios da gestora. A tese é que a IA entra em uma nova fase: depois de dominar chat, raciocínio, programação e outras tarefas de conhecimento, a tecnologia agora precisa de infraestrutura própria e de espaço no mundo físico.

    Para a a16z, a infraestrutura atual está esbarrando simultaneamente nos limites da cadeia de suprimentos e nos limites da física e da ciência da computação. O fundo se propõe a reimaginar essa camada, indo até a geração e a distribuição de eletricidade.

    Os números que sustentam a tese

    A gestora usa o salto na densidade computacional como principal argumento. Entre racks equipados com GPUs Nvidia H100 e a próxima geração baseada na arquitetura Rubin, a densidade de computação por rack cresceu 28 vezes. Ao mesmo tempo, a comunicação interna dos racks já se aproxima do limite físico dos cabos de cobre.

    A conta de energia acompanha a curva. Racks que consumiam entre 5 kW e 10 kW passaram para uma faixa de 100 kW a 250 kW nos sistemas atuais, com expectativa de chegar a 1 MW por rack em até três anos. Os data centers, por sua vez, migram de estruturas de dezenas de megawatts para instalações de centenas de megawatts, com alguns campi já projetados na escala de gigawatts.

    A leitura implícita é que o futuro da IA será decidido por quem conseguir garantir energia, resfriamento, materiais, terrenos e equipamentos elétricos em volume suficiente, e não apenas por quem escrever o melhor modelo.

    De "software is eating the world" às máquinas

    A mudança é relevante para uma casa que construiu a reputação investindo em software. A própria a16z reconhece o giro no anúncio, mas argumenta que sempre acompanhou hardware e que o fluxo de negócios no setor cresceu de forma expressiva nos últimos anos. Startups de hardware já respondem por mais de 20% do deal flow observado pela firma.

    Entre as investidas recentes citadas pela gestora estão Unconventional AI, Nexthop, Volta, Atoms, Heron Power e Mind Robotics. O histórico anterior em hardware inclui nomes como Skydio, SpaceX, Anduril e Waymo.

    Segundo os sócios, a estrutura de go-to-market, recrutamento de talentos e marketing construída pela a16z ao longo dos anos passa agora a atender também fundadores de hardware, com acesso à rede de clientes e fornecedores da firma.

    O movimento reforça um deslocamento de capital que já vinha sendo observado no Vale do Silício, com bilhões direcionados a energia, semicondutores e capacidade computacional. Para o ecossistema brasileiro, o recado é indireto mas relevante: a disputa pela camada de infraestrutura da IA está sendo capitalizada em outro patamar, e teses locais de deeptech e energia tendem a ganhar tração nesse contexto.


    Fonte original: Startups.com.br

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