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    Mintech transforma o celular em bureau de dados, processa 8 bilhões de consultas e cresce 60% em 2025

    A datatech Mintech, que extrai inteligência comportamental a partir de dados de smartphones, encerrou 2025 com crescimento de 60% no faturamento e um salto de 20 vezes no volume de consultas instantâneas — de 400 milhões em 2024 para 8 bilhões no ano passado. Agora, a empresa mira o e-commerce para dobrar de tamanho em 2026.

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    Redação

    25 de março de 20263 min de leitura
    Mintech transforma o celular em bureau de dados, processa 8 bilhões de consultas e cresce 60% em 2025

    A lógica da Mintech é simples na teoria e complexa na execução: a cada vez que um usuário acessa o aplicativo de uma empresa cliente, a plataforma captura cerca de 100 campos de dados em tempo real — conectividade, comportamento digital, uso do dispositivo e características do hardware. A partir dessas variáveis, a empresa gera scores, segmentações e dashboards que alimentam decisões de crédito, antifraude, cobrança e retenção de clientes.

    Hoje, a startup realiza mais de 600 milhões de consultas mensais em smartphones de mais de 30 milhões de brasileiros. Sua base já mapeou a presença de mais de 700 mil aplicativos, distribuídos em 83 categorias diferentes, instalados nos dispositivos dos usuários — considerando apenas apps disponíveis nas lojas oficiais.

    A empresa nasceu na China em 2015, originalmente como uma fintech voltada à avaliação de risco para empréstimos de curtíssimo prazo. Ao chegar ao Brasil, pivotou para se tornar uma fornecedora de dados comportamentais para a indústria financeira. Residente do Cubo Itaú desde 2019, a Mintech hoje é totalmente nacional — em tecnologia, equipe e estrutura operacional. Em 2021, recebeu sua primeira rodada de investimento, liderada por três investidores-anjo com experiência nos mercados financeiro e de crédito.

    Os resultados práticos da solução chamam atenção. Em um projeto para um banco múltiplo, a Mintech triplicou o volume de acordos com devedores e dobrou o valor recuperado em relação a metodologias anteriores. O diferencial foi gerar relatórios semanais que alertavam o banco sobre mudanças nas condições de renda dos inadimplentes — como a instalação de um app de benefícios corporativos, que pode sinalizar o retorno a um emprego formal.

    Na frente de retenção, a empresa identificou que o cancelamento de serviços é quase quatro vezes maior quando o usuário mantém aplicativos de concorrentes instalados. A plataforma também mapeia padrões de risco associados ao uso de apps de apostas esportivas, correlacionando comportamento digital com perfil de crédito.

    Para 2026, a estratégia vai além do mercado financeiro. A Mintech já começou a atuar no e-commerce, demonstrando a uma empresa de soluções de pagamento que, quando clientes têm mais de dez apps de crédito pessoal instalados, os índices de inadimplência ultrapassam 30%. A empresa projeta dobrar o faturamento no ano, apostando na tese de que a hiperpersonalização em tempo real será o próximo grande diferencial competitivo do varejo digital.

    Todo o processo, segundo a empresa, é realizado com consentimento explícito do usuário e em conformidade com a LGPD.

    Conheça a Mintech.

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