Unicorns

    Barte dobra de tamanho em sete meses, atinge receita anualizada próxima de R$ 300 milhões e se aproxima do status de unicórnio

    A fintech Barte, especializada em infraestrutura de pagamentos e corporate banking para médias e grandes empresas, atingiu receita anualizada próxima de R$ 300 milhões em março de 2026 — praticamente o dobro do registrado sete meses atrás — e projeta alcançar R$ 500 milhões até o fim do ano.

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    Redação

    24 de março de 20262 min de leitura
    Barte dobra de tamanho em sete meses, atinge receita anualizada próxima de R$ 300 milhões e se aproxima do status de unicórnio

    O crescimento acelerado coloca a empresa, fundada em 2022 em São Paulo, no radar como um dos potenciais próximos unicórnios brasileiros. Com apenas três anos de operação, a Barte já está mais de três vezes maior do que na última rodada de captação, realizada em outubro de 2024, quando foi avaliada em R$ 400 milhões. Segundo fontes do mercado, conversas recentes com investidores já posicionam o valuation acima de R$ 1 bilhão.

    A trajetória da fintech chama atenção pela eficiência operacional. A empresa atingiu a marca de R$ 100 milhões em receita anualizada gastando apenas R$ 7,5 milhões — um múltiplo de 0,075 considerado excepcional no setor de pagamentos, onde empresas em estágio semelhante costumam gastar até dez vezes mais para alcançar o mesmo patamar.

    Em 2025, a Barte encerrou o ano com receita superior a R$ 250 milhões e volume total de pagamentos processados próximo de R$ 10 bilhões. O resultado foi acompanhado de caixa operacional positivo, algo raro no segmento de fintechs em fase de crescimento acelerado.

    Os cofundadores Raphael Dyxklay e Lucas Pimenta optaram por não levantar nova rodada no curto prazo. A empresa mantém em caixa a maior parte dos recursos da última captação e planeja investir R$ 100 milhões em inteligência artificial até 2027 para otimizar seus produtos de pagamento, crédito e gestão financeira voltados a PMEs.

    A Barte também avançou na frente de crédito. A fintech estruturou uma emissão de debêntures para ampliar a oferta de empréstimos a pequenas e médias empresas clientes da plataforma, mirando R$ 100 milhões em concessões. A lógica é usar os dados transacionais dos clientes para oferecer crédito personalizado com menor risco.

    O desempenho da fintech se insere em um contexto mais amplo de maturação do ecossistema brasileiro. Segundo levantamento do Distrito, o Brasil concentra nove das doze startups latino-americanas com maior potencial de atingir o valuation de US$ 1 bilhão em 2026 — e a Barte figura entre as candidatas mais competitivas.


    Fonte original: Exame — https://exame.com/negocios/proximo-unicornio-esta-empresa-brasileira-dobrou-a-receita-em-sete-meses/

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