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    Autodoc coloca mais de 70 agentes de inteligência artificial para trabalhar dentro dos canteiros de obras

    A construtech passou a usar mais de 70 agentes de inteligência artificial para conferir documentos de trabalhadores antes da liberação da catraca do canteiro; 52 construtoras já operam com a tecnologia.

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    Redação

    23 de outubro de 20263 min de leitura
    Autodoc coloca mais de 70 agentes de inteligência artificial para trabalhar dentro dos canteiros de obras

    A construtech passou a usar mais de 70 agentes de inteligência artificial para conferir documentos de trabalhadores antes da liberação da catraca do canteiro; 52 construtoras já operam com a tecnologia.

    A Autodoc, construtech que responde pelo controle de acesso de mais de 400 mil trabalhadores em 1.500 canteiros ativos no Brasil, colocou mais de 70 agentes de inteligência artificial para checar a documentação de quem entra nas obras. A checagem acontece dentro da própria plataforma que libera a catraca do canteiro.

    Com a tecnologia, a empresa busca alcançar R$ 60 milhões em receita recorrente.

    Antes de entrar em uma obra, cada trabalhador precisa apresentar documentos, exames médicos, treinamentos ligados à atividade que vai executar, equipamentos de proteção e registro em carteira. As normas obrigam a obra a barrar quem não estiver em conformidade.

    Números da operação

    Hoje, 52 construtoras operam com os agentes, e mais de 230 mil trabalhadores são cobertos pela checagem. Segundo a empresa, a ferramenta tem 98,5% de acurácia e reduz em até 60% o custo desse tipo de conferência obrigatória.

    Os agentes são especializados em construção civil e foram construídos dentro da operação de grandes construtoras. Eles funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana: liberam imediatamente quem está com os documentos em ordem e devolvem para ajuste, com o motivo apontado, os casos pendentes.

    "Um terço de tudo o que os agentes checam tem a ver com segurança e saúde do trabalhador", afirma Ana Sestak, CEO da Autodoc.

    Dois casos

    Sestak cita dois exemplos de construtoras que já usam a tecnologia. No primeiro, o volume de checagem cresceu mais de 80% em sete meses, enquanto o custo de checar cada entrada caiu 57%. Mais de 60% das checagens são resolvidas pelos agentes, e 99% do que eles liberam é confirmado na revisão da equipe.

    No segundo, a operação estava sem checagem desde janeiro e acumulava quase 18 mil pendências de trabalhadores e empreiteiros, o que deixou a obra parada. Com a tecnologia, o volume de checagem dobrou até o gargalo ser praticamente eliminado.

    Segundo a executiva, em nenhum dos dois casos a equipe foi ampliada, e os agentes não substituíram ninguém.

    Risco trabalhista

    Pela lei, a construtora responde de forma subsidiária pelos salários e verbas que o empreiteiro deixar de pagar e de forma solidária pelo INSS da obra. Segundo a Autodoc, a demonstração do salário pago, da jornada registrada, das atividades desempenhadas e dos encargos recolhidos pelo empreiteiro é a prova de que essa conta não vai voltar depois.

    Base de clientes

    Fundada em 2003, a Autodoc atende 60 das 100 maiores construtoras do país, segundo o ranking INTEC 2026, entre elas Cyrela, MRV, Direcional, Tenda, Cury e Even. A empresa reúne mais de mil construtoras clientes e 20 mil CNPJs de empresas contratadas, e opera agentes de IA sobre essa base desde agosto de 2025.


    Fonte original: Autodoc (comunicado à imprensa)

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