A Acuidar completou dez anos de operação em 2026 e fechou o período com mais de 320 unidades em funcionamento, faturamento superior a R$ 243 milhões e mais de 17 mil profissionais cadastrados em sua base. A empresa, fundada em João Pessoa (PB), iniciou neste ano a internacionalização, com entrada prevista em Portugal e meta de cerca de 200 unidades no país europeu.
O crescimento da rede acompanha o avanço do mercado brasileiro de home care, impulsionado pelo envelhecimento populacional, pela maior permanência de pacientes em casa após internações e pela busca das famílias por serviços profissionalizados de cuidado domiciliar.
Criada em 2016 pela fisioterapeuta Jéssica Soares Ramalho, fundadora e CEO, e pelo médico geriatra Vitor Hugo de Oliveira, a empresa começou com R$ 10 mil de investimento e estrutura enxuta. A operação inicial oferecia cuidadores para atendimento domiciliar e acompanhamento hospitalar, com os próprios fundadores acumulando funções para validar processos de seleção, treinamento e acompanhamento dos profissionais.
“A gente cresceu junto com essa transformação. O cuidado passou a ser tratado com mais seriedade dentro das famílias”, afirma Vitor Hugo. A motivação da CEO veio de uma experiência pessoal de cuidado com o pai ainda na infância, que mais tarde se transformou em diagnóstico de mercado. “Eu me via nas histórias que escutava. Eram famílias inseguras, sem saber se estavam tomando a decisão certa”, diz Jéssica.
A virada de escala veio com a entrada no franchising, em 2020, em meio à pandemia, quando a demanda por home care ganhou maior visibilidade. A empresa estruturou um modelo padronizado de unidades e passou a expandir presença em diferentes regiões do país. Em 2025, registrou crescimento de 34% no faturamento na comparação anual e ultrapassou a marca de 3,5 milhões de atendimentos realizados.
A escolha de Portugal como primeiro mercado fora do Brasil foi pautada pela proximidade cultural e pelo perfil demográfico, com forte demanda relacionada ao envelhecimento populacional. A operação portuguesa replicará o modelo de franquias, alavancado em padronização operacional e seleção de profissionais.
Para Vitor Hugo, a próxima fase está em consolidar a profissionalização do setor. “Mais do que os números, o que faz sentido é saber que conseguimos estruturar um serviço que impacta a vida de milhares de famílias todos os dias”, diz. Jéssica reforça a tese de execução. “Crescer, para nós, sempre esteve ligado à responsabilidade com quem recebe e com quem presta o cuidado”, conclui a executiva.



