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    ABSeed lança fundo evergreen de R$ 100 milhões e mira séries B e C além do SaaS B2B

    A gestora ABSeed criou o ABSeed Winners, um fundo evergreen de R$ 100 milhões voltado a follow-ons e a aportes como follower em séries B e C, ampliando sua tese para além do software e mirando setores como hardware e saúde.

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    Redação

    9 de julho de 20263 min de leitura
    ABSeed lança fundo evergreen de R$ 100 milhões e mira séries B e C além do SaaS B2B

    Especializada nas rodadas iniciais do segmento de SaaS B2B, a ABSeed decidiu ampliar seu raio de atuação. A gestora anunciou o ABSeed Winners, um fundo evergreen de R$ 100 milhões desenhado para dar "mais liberdade de tese" à casa. O veículo vai operar tanto com follow-ons nas empresas já investidas pelos três primeiros fundos da gestora quanto com aportes como follower em rodadas de séries B e C, além de abrir espaço para segmentos que a ABSeed não olhava antes, como hardware e inteligência artificial pura.

    “Temos algumas famílias mais engajadas e criamos esse outro veículo para eles, que traz mais liberdade de tese. Esse fundo acontece à margem dos fundos Seed, não concorre com eles. E coloca uma camada que vai além do software, como AI puro, hardware”, explicou Franco Zanette, sócio da ABSeed Ventures.

    O lançamento do Winners acontece em paralelo à captação de outros R$ 100 milhões para o Seed 3, terceiro fundo da casa, lançado em 2024. Entre as investidas desse fundo estão startups como Clinia (healthtech), Harumi (IoT), Teceo (comércio B2B), DGenny (IA para construtoras) e Robbin (fintech). Segundo Zanette, cerca de 80% do capital da nova rodada veio de investidores que já estavam na base da gestora, reflexo da confiança construída com os resultados dos fundos anteriores.

    Ainda assim, o sócio admite que o ambiente de captação está mais difícil. “Claramente a gente teve que fazer mais esforço para chegar em valores similares”, reconheceu. O Winners reúne quatro family offices ligados à indústria e à tecnologia — entre eles o da família Kuerten —, que entram como investidores estratégicos com perfil mais maduro e já fortemente alocados nos fundos Seed da casa.

    A principal característica do novo fundo é a ausência de prazo. Diferentemente dos fundos Seed, que têm mandato e período de maturação definidos, o Winners opera em regime de reciclagem de capital, sem data para desinvestir. Isso permite à gestora seguir apoiando as empresas mais promissoras do portfólio por várias rodadas, sem a pressão de um ciclo de vida fechado.

    Com o novo capital, a ABSeed sinaliza uma entrada mais forte no setor de saúde, impulsionada pela aplicação de IA na relação médico-paciente. O sócio Felipe Coelho resume o posicionamento do veículo: “A gente recebia muito deal de Série C e agora isso está virando posicionamento oficial”. A logística, afirma a gestora, segue como um setor de interesse ainda à espera do "champion" certo.

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